Destruição de loja após incêndio pode impactar o Carnaval de Vitória

O estabelecimento destruído na Vila Rubim era um importante fornecedor de matéria prima para as escolas de samba

Publicado em 24/09/2019 às 12h29
Atualizado em 24/09/2019 às 16h19
O fogo que consumiu loja de couros na Vila Rubim também pode atrapalhar o carnaval 2020 segundo presidentes de escolas de samba. Crédito: José Renato Campos
O fogo que consumiu loja de couros na Vila Rubim também pode atrapalhar o carnaval 2020 segundo presidentes de escolas de samba. Crédito: José Renato Campos

Os impactos do incêndio que aconteceu na loja de couros situada na Vila Rubim, Centro de Vitória, na última sexta-feira (20), poderão ser sentidos no carnaval de Vitória, segundo avaliação preliminar dos presidentes das ligas das escolas de samba.

O estabelecimento era um importante fornecedor de materiais para as escolas. Espumas, tecidos, tesouras, pistolas de cola fria, entre outros materiais, eram as principais matérias-primas para a confecção de fantasias, alegorias e acabamento dos carros carnavalescos.

As hipóteses de reflexos são levantadas por Edvaldo Teixeira da Silva, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge), formada por sete escolas, e Edson Rodrigues, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Espírito Santo (Lieses), composta por outras 12 agremiações. As duas ligas são responsáveis pela organização do carnaval da capital capixaba.

O presidente da Liesge disse que ainda não conversou com o dono da loja de couros, Moisés Alves da Cruz, a respeito dos problemas que o incêndio poderá causar às escolas do Grupo Especial. Entretanto, Edvaldo garante que a tragédia será um problema para o carnaval.

“Eu ainda não sei o que ele perdeu, se perdeu muitos materiais que poderiam ser fornecidos para as escolas de samba. Era uma loja que nos atendia, então com certeza, as escolas terão dificuldades”.

De acordo com Edson, presidente da Lieses, a loja de couros forneceu 50% dos materiais utilizados pelas 12 escolas de samba no carnaval deste ano. O presidente informou que a partir da próxima semana a Liga entrará em contato com o dono da loja de couros para saber se ele ainda terá condições de fornecer os materiais.

Para o presidente da Unidos da Piedade, Valdeir Lopes de Sá, o principal problema será na obtenção de matéria-prima. Segundo ele, a agremiação conseguia os materiais de forma imediata na loja de couros, em caso de necessidade.

"Terá um impacto não só na Piedade, mas em todas as agremiações. Quando precisávamos de um material de imediato, nós íamos na loja de couros".

PLANEJAMENTO AFETADO

A Chegou o Que Faltava, integrante da Lieses, já teve o seu planejamento para o carnaval 2020 afetado com o incêndio. O presidente da escola, Rafael Cavalieri, disse que já tinha em mãos o orçamento que fez na loja para o próximo carnaval.

“Eu tinha os desenhos das fantasias. Em cima dos desenhos, o meu carnavalesco foi até à loja de couros e viu os materiais que tinham para usar”.

Loja de couros onde aconteceu um incêndio na Vila Rubim, em Vitória. Crédito: José Renato Campos
Loja de couros onde aconteceu um incêndio na Vila Rubim, em Vitória. Crédito: José Renato Campos

Diante da situação, Rafael viajou para o Rio de Janeiro tentando contornar o problema. No entanto, já encontrou dificuldades, principalmente por causa dos custos.

“Eu vim para o Rio de Janeiro para dar uma olhada nos materiais. Mas foge muito do que estamos olhando, por ser mais caro”, lamentou o presidente da Chegou o Que Faltava.

De acordo com Rafael, a loja de couros tomada pelo fogo na última semana foi responsável por fornecer 98% dos materiais que a Chegou o Que Faltava utilizou no carnaval 2019.

SOLIDARIEDADE

Os presidentes das duas ligas do carnaval capixaba e alguns dos presidentes de agremiações prestaram solidariedade a Moisés Alves da Cruz. Valdeir de Lopes de Sá, presidente da Piedade, afirmou que já  entrou em contato com o dono da loja de couros.

“Não conversei sobre carnaval, só conversei sobre o lado humano. Além de ser parceiro comercial, ele é um amigo. Eu não quis falar sobre carnaval”.

Na mesma linha de Valdeir, Rafael Cavalieri teceu elogios a Moisés e lamentou o incêndio. “A quantidade de pessoas que ele empregava… A quantidade de pessoas que ele ajudava… Ele é maravilhoso. É algo muito infeliz o que ocorreu com ele”.

Outro que diz já ter entrado em contato com Moisés é Edson Rodrigues. Na conversa, o presidente da Lieses disse que também não falou sobre carnaval. “Eu não conversei com ele sobre a situação do carnaval. Eu acho que tem outras questões mais importantes do que o carnaval para resolver neste primeiro momento”.

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