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Dengue avança no ES; fique atento se a dor forte abdominal aparecer

O Ministério da Saúde divulgou números do Estado e faz alerta para o tipo 2 da doença

Publicado em 26/02/2019 às 12h34
 Crédito:   Reprodução
Crédito: Reprodução

O Espírito Santo está em alerta por conta do aumento de 435,9% no número de notificações de dengue entre os dias 30 de dezembro de 2018 a 02 de fevereiro de 2019. O Estado notificou 2.460 casos da doença nesse período. No mesmo intervalo no ano passado, foram 459 casos de dengue, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Para o órgão, apesar do aumento, ainda não se pode falar em surto ou epidemia no Estado.

"Quando a gente acompanha a série histórica, não posso dizer em surto ou epidemia", afirmou o coordenador do Departamento de Dengue do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, em coletiva à imprensa nesta terça-feira (26).

Mas o Ministério destaca a volta do tipo 2 da doença, que pode apresentar manifestações mais graves. "São quatro tipos de dengue. Os quatro ficam em circulação no Brasil. Em determinados momentos, há uma alteração. Em todos os quatro, os pacientes apresentam febre, dor de cabeça, dor no corpo, náusea e vômito. O que chama a atenção no vírus 2 é que o paciente pode apresentar manifestações mais graves comparadas com os demais", disse o coordenador.

DOR ABDOMINAL É ALERTA

Questionado sobre quais seriam essas complicações, Said explicou: "Normalmente, todo paciente apresenta até o terceiro ou quarto dia de quadro inespecífico febre, dor de cabeça, dor pelo corpo e náusea. A partir do 3º ou 4º dia, a febre cai e a pessoa pode apresentar dor abdominal muito intensa, sensação de tontura e sonolência, que podem identificar uma forma grave da doença". Com esses sintomas, o coordenador indica voltar à unidade de saúde.

Perguntado sobre a incidência desse vírus no Espírito Santo, o Said respondeu que o vírus tipo 2 não circulava predominantemente desde 2008 no país. Assim, muitas pessoas, principalmente menores de 15 anos, não tiveram contato com o vírus. Além disso, o período do ano favorece todas as condições para a proliferação do mosquito, com chuvas e forte calor.

AÇÕES

Com esse aumento de casos, o Ministério da Saúde iniciou contato com todas as secretarias estaduais de Saúde, por meio de uma videoconferência. "Já discutimos a possibilidade de uma agenda em conjunto após o carnaval para o Espírito Santo", adiantou.

RANKING NACIONAL

O Espírito Santo está em sexto lugar no ranking nacional de aumento de casos de dengue em comparação ao mesmo período de 2018. A ordem de crescimento é: Tocantins, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais, respectivamente.

DADOS NACIONAIS

O Ministério da Saúde informa que o número de casos prováveis de dengue no Brasil, em janeiro deste ano, mais que dobrou em comparação ao mesmo período de 2018. Até o dia 02 de fevereiro, registrou-se aumento de 149%, passando de 21.992 para 54.777 casos prováveis da doença.

Quando verificada a incidência, em 2019, os casos chegam a 26,3 por 100 mil habitantes. Em relação ao número de óbitos, o país registrou, até o momento, cinco mortes, sendo: Tocantins (1), São Paulo (1), Goiás (2) e Distrito Federal (1). Em 2018 foram notificados 23 óbitos.

No Espírito Santo, não há registro de mortes em 2019.

PREVENÇÃO

- Limpar o quintal, jogando fora o que não é utilizado;

- Tirar água dos pratos de plantas;

- Colocar garrafas vazias de cabeça para baixo;

- Tampar tonéis, depósitos de água, caixas d’água e qualquer tipo de recipiente que possa reservar água;

- Manter os quintais bem varridos, eliminando recipientes que possam acumular água, como tampinha de garrafa, folhas e sacolas plásticas;

- Escovar bem as bordas dos recipientes (vasilha de água e comida de animais, pratos de plantas, tonéis e caixas d’água) e mantê-los sempre limpos.

- Faça uma lista de checagem na sua casa antes de viajar para o carnaval, que se aproxima. 

ALGUNS SINAIS DE ALARME

- Dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome.

- Vômitos persistentes.

- Sangramento de mucosa ou outra hemorragia.

- Queda abrupta das plaquetas.

Fonte: Sesa e Ministério da Saúde

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