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Defesa Civil interdita parte de garagem de condomínio na Serra

Segundo o arquiteto responsável pelos relatórios de obras em risco da Prefeitura da Serra, Carlos Amaral da Costa, a área corre o risco de desabar.

Publicado em 05/02/2018 às 18h55
Defesa Civil interdita parte de garagem de condomínio na Serra. Crédito: Reprodução | Vídeo
Defesa Civil interdita parte de garagem de condomínio na Serra. Crédito: Reprodução | Vídeo

Uma área com 15 vagas de estacionamento, que contorna a área de lazer e dá acesso ao Edifício Cedro, do condomínio Villagio Limoeiro, na Serra, foi interditada pela Defesa Civil devido ao desnivelamento. Segundo o arquiteto responsável pelos relatórios de obras em risco da Prefeitura da Serra, Carlos Amaral da Costa, a área corre o risco de desabar.

Segundo o arquiteto, a interdição ocorreu na sexta- feira (2) devido a uma laje que está com desnivelamento ultrapassando o admissível em relação a outras. “O problema tem como ser resolvido antes que algo pior possa ocorrer. Isso não atrapalha as estruturas de outros prédios porque são lajes independentes”, disse.

Ainda de acordo com o especialista, na maioria das vezes, isso ocorre por erro de cálculo, erro construtivo ou má qualidade dos materiais utilizados.

Carlos Amaral da Costa acrescenta que esse é apenas um dos problemas que ocorrem no prédio. A garagem também está alagada porque as juntas de dilatação estão mal vedadas e geram vazamento. “Além do que ocorre atualmente, algumas vigas mal projetadas tiveram que ser reforçadas”, explica.

Um relatório foi entregue à síndica do condomínio. Ele pede para que seja solicitado à construtora Lorenge um laudo estrutural com causas e soluções. “Só após o problema ser resolvido é que a Defesa Civil irá liberar o uso do espaço interditado novamente”, finaliza Carlos Amaral.

Enquanto isso, moradores estão com medo que algo possa acontecer. “Não podemos ficar esperando acontecer o problema para que algo seja resolvido. Precisamos de agilidade por parte da construtora”, afirma um morador do prédio, que preferiu não se identificar. A síndica não foi encontrada para comentar o assunto.

A engenheira da Lorenge, Cristiane Signorelli Cribari, informou que o empreendimento encontra-se em período de garantia da empresa, motivo pelo qual a construtora está acompanhando o desempenho da estrutura da edificação, não havendo indícios relevantes que acometem a tranquilidade dos moradores.

“O que foi constatado pela Defesa Civil, e também pela Lorenge, foi uma espessura de laje diferente, dando a impressão visual de ser um desnível no teto. A empresa esteve no local visando o esclarecimento dos fatos e tranquilizando os moradores quanto à inexistência de risco de colapso estrutural, dispensando inclusive a instalação de escoramento”, disse.

“Visando ainda a tranquilidade dos moradores quanto à utilização integral das áreas de lazer e residências, a Lorenge se fará presente, permanentemente, monitorando o comportamento da estrutura", completa.

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