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Médicos explicam

Como o raio age no corpo humano e pode levar a pessoa à morte

Queimaduras e paradas cardíacas estão entre as consequências da descarga elétrica
Laila Magesk

Publicado em 

21 fev 2019 às 13:02

Publicado em 21 de Fevereiro de 2019 às 13:02

Raio dá uma descarga elétrica no corpo que muda o ritmo do coração, além de queimaduras, internas externas Crédito: Pixabay
A morte de um homem atingido por um raio na tarde desta quarta-feira (20), na Rodovia Leste Oeste, em Cariacica, traz um alerta para o risco das descargas elétricas e gera curiosidade sobre como um raio pode levar à morte.
O Gazeta Online convidou dois médicos, um clínico geral e um cardiologista, para explicarem de que maneira essas descargas elétricas agem no organismo humano.
Segundo o clínico geral e nefrologista Michel Assbu, que também é comentarista da Rádio CBN Vitória, o raio dá uma descarga elétrica no corpo que muda o ritmo do coração, além de queimaduras, internas externas. A descarga elétrica também leva à coagulação do sangue, o que faz trombose no organismo em vários segmentos.
SANGUE
Assim, o sangue em vez de ficar fluido, se torna sólido, como em um corte, quando o sangue precisa coagular para o sangramento terminar. Agora, imagine essa coagulação acontecendo por todo o corpo. Como o oxigênio é levado pelo sangue, que para de circular, o oxigênio não é transportado para o restante do organismo.
O tipo de tecido atingido pela descarga elétrica também interfere no efeitos. O sangue, por exemplo, é cheio de eletrólitos, minerais que carregam bem a eletricidade. Isto tudo acontece em frações de segundos, os sobreviventes não tem consciência do acontecido.
CORAÇÃO
Mas, sem dúvidas, o órgão decisivo para a sobrevivência ou morte da vítima é o coração. "O corpo vai funcionar como um condutor de eletricidade. Quando essa corrente é forte demais para o coração, ele simplesmente para de funcionar. Há uma parada cardíaca", diz Assbu.
O nefrologista afirma que é muito difícil sobreviver à descarga de um raio, porque os efeitos são instantâneos. "A eletricidade passa de uma vez pelo corpo e para nele. Se ela sobrevive, geralmente quando raio passa e sai, é preciso avaliar os efeitos da queimadura. Por exemplo, lesões na cabeça pode determinar, naqueles poucos sobreviventes transtornos da personalidade e outras alterações de difícil avaliação, pois o comprometimento é nas pequenas fibras. Às vezes, pode causar até a amputação de um membro".
No caso desta quarta, um homem que estava perto do que morreu está vivo. Segundo familiares, ele estava com muita dor de cabeça. Assbu explica que a cabeça, por estar na parte mais alta do corpo, pode ser uma parte de entrada do raio.
CONVULSÕES 
O cardiologista Fabrício Bortolon afirma que, ao passar pelo corpo humano, a corrente elétrica lesa os tecidos, afetando a respiração e a contratilidade muscular, incluindo o músculo cardíaco. "Essa corrente pode gerar arritmias e levar ao óbito imediatamente dependendo da descarga elétrica".
Segundo o médico, em uma parada cardíaca, se houver tempo hábil, existe a possibilidade de ressuscitar a vítima através da massagem cardíaca.
Bortolon acrescenta que, além dos efeitos musculares, podem ocorrer alterações neurológicas como convulsões e parada respiratória. "O caminho percorrido pela corrente elétrica também costuma deixar feridas (queimaduras e necrose)", finaliza.

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