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Cervejaria Backer

Cerveja contaminada: um mês depois, capixaba continua internado

Luiz Felippe Teles Ribeiro, 37, foi internado no dia 28 de dezembro em Belo Horizonte após ingerir a cerveja Belorizontina e passar mal

Publicado em 27 de Janeiro de 2020 às 18:04

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 jan 2020 às 18:04
Luiz Felippe está internado há um mês em um hospital particular de Belo Horizonte Crédito: Reprodução
Um mês depois de ter sido internado com fortes dores abdominais e náuseas, após ingerir a cerveja Belorizontina, da Backer, o engenheiro capixaba Luiz Felippe Teles Ribeiro, 37, continua hospitalizado em estado grave. Felippe é uma das 26 vítimas que são investigadas pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais com suspeita de intoxicação por dietilenoglicol, substância encontrada na água da cervejaria Backer.
De acordo com amigos, o quadro do capixaba é o mesmo de um mês atrás, quando Felippe foi internado em um hospital particular de Belo Horizonte, na capital mineira. Ele foi diagnosticado com síndrome nefroneural, doença que apresenta alterações neurológicas e insuficiência renal.
"Ele continua grave, mas mantendo o mesmo quadro de quando foi internado. Ele não melhorou nem piorou, está estável. É um tratamento demorado e precisamos ter muita paciência"
Edilson Júnior - Amigo de Luiz Felippe
Luiz Felippe foi o primeiro caso de síndrome nefroneural a ser notificado pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais, no dia 30 de dezembro. Um dia depois, o sogro dele, que também estava internado, passou a ser contabilizado como vítima da mesma doença. Os dois ingeriram a cerveja Belorizontina nas vésperas do Natal e começaram a passar mal dias depois.
O sogro de Luiz Felippe morreu no dia 7 de janeiro, em Juiz de Fora. No sangue dele havia dietilenoglicol, substância tóxica encontrada pela polícia na água usada pela Backer na fabricação de cerveja.
 Cerveja Belorizontina é um dos rótulos da Backer que teve lotes contaminados por dietilenoglicol Crédito: Fernando Madeira

OUTROS CASOS

Além de Luiz Felippe e o sogro, outros 24 casos estavam sendo investigados pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais por suspeita de intoxicação por dietilenoglicol até a tarde desta segunda-feira (27). Das 26 vítimas que podem ter sido contaminadas pela ingestão da cerveja, quatro delas morreram. Todos os casos se concentram em Minas Gerais. 

LOTES CONTAMINADOS

A presença de dietilenoglicol, que inicialmente estaria apenas na cerveja Belorizontina, já foi encontrada em 32 lotes de 10 rótulos da Backer. A Anvisa ordenou o recolhimento de todos os produtos da cervejaria de estabelecimentos comerciais. A Polícia e o Ministério da Agricultura seguem fazendo perícias em novos lotes. A Backer está proibida, temporariamente, de comercializar qualquer bebida. 
Confira os lotes onde já foi constatado a presença de dietilenoglicol:
A contaminação já foi confirmada em dez rótulos diferentes da Backer. No total, são 32 lotes   Crédito: Divulgação/Ministério da Agricultura

O QUE DIZ A BACKER 

Por meio de nota, a Backer disse que não utiliza dietilenoglicol na produção de nenhuma das cervejas e que está colaborando com as investigações da polícia. Além disso, a empresa informou que estruturou uma equipe multidisciplinar para prestar atendimento aos atingidos pela intoxicação por dietilenoglicol e desde então tem atuado para acolher todas elas. 
Cerveja contaminada - um mês depois, capixaba continua internado

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