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50 crianças se perdem por dia nas praias do Espírito Santo

Ocorrências em Vila Velha e Guarapari aumentam no verão

Publicado em 02/01/2019 às 21h45
Sempre que pode, Marcello leva o primo, Davi Louzada, 8, à praia de Itapoã. Nesta quarta-feira (2), ele procurou um guarda-vidas para colocar a pulseirinha de identificação. Crédito: Fernando Madeira
Sempre que pode, Marcello leva o primo, Davi Louzada, 8, à praia de Itapoã. Nesta quarta-feira (2), ele procurou um guarda-vidas para colocar a pulseirinha de identificação. Crédito: Fernando Madeira

As altas temperaturas desta época do ano são um ótimo atrativo para levar a criançada à praia. Mas todo cuidado é pouco para que a diversão não vire um problemão. Por dia, em média, são 50 ocorrências de crianças perdidas nas praias de Guarapari e Vila Velha.

Em Guarapari, o serviço de salvamento marítimo registra, em média, de 30 a 40 crianças perdidas diariamente, principalmente em dezembro, janeiro e fevereiro. Desse quantitativo, 99% são casos que acontecem na Praia do Morro, local que concentra maior número de turistas no verão.

A Prefeitura Municipal de Guarapari relatou que, para ajudar a encontrar as crianças e familiares, os profissionais trocam informações através de aplicativos de mensagem. Em média, a situação é resolvida em uma hora, com reencontro entre pais e filhos.


“No aplicativo são compartilhadas informações de atendimentos pré-hospitalares, de resgates e afogamentos a ocorrências de crianças perdidas, auxiliando na melhor resolutividade das demandas”, diz prefeitura em nota.

Em Vila Velha, são cerca de 10 crianças por dia que se perdem nas praias nos meses mais quentes do ano. Os registros acontecem mais em dois pontos do bairro Praia da Costa: na Praia da Sereia e no trampolim. Também há muitas ocorrências próximo aos quiosques na Praia de Itaparica.

“Nesses locais o fluxo de pessoas é maior e tem a falta de atenção dos responsáveis que se distraem e tiram os olhos dos filhos. O guarda-vidas não é babá para tomar conta de crianças. A responsabilidade é dos pais”, afirma a coordenadora do Serviço de Salvamento Aquático de Vila Velha, Arlene Dutra.

Ela explica que em 2018 foram mais de 700 crianças localizadas. Para tentar ajudar na identificação, os guarda-vidas distribuem pulseiras nas crianças para colocar nome, contato e ponto do responsável na praia.

“A pulseirinha é fundamental para ajudar na identificação. Caso não tenha, o guarda-vidas pega a criança perdida e sai apitando ou batendo palmas para chamar a atenção dos pais. Já houve caso que não encontramos o responsável e tivemos que deixar sob responsabilidade do Conselho Tutelar”, diz.

Na Capital, também há registros de crianças perdidas, foram 52 durante todo o ano de 2018. A maior incidência é na Curva da Jurema. “A orientação é para que os pais não se afastem dos filhos e que não percam as crianças de vista”, afirmou em nota a Prefeitura de Vitória, que também trabalha com pulseiras para ajudar na identificação.

ATENÇÃO

 . Crédito: Arabson
. Crédito: Arabson

Distância

Quando for à praia com crianças, deve-se mantê-las sob supervisão constante.

Mar

Não deixe a criança entrar sozinha no mar, além disso, não se deve afastar mais do que um braço de distância dela.

Bebida alcoólica

Evite fazer uso de bebida alcóolica e ficar constantemente no celular para não se distrair.

Guarda-vidas

Evite locais e áreas sem supervisão de guarda-vidas.

Ponto

Marque um ponto de localização com a criança. Caso ela se perca, poderá seguir para o local.

Orientação

Os pais devem orientar previamente as crianças a procurarem os salva-vidas caso se percam.

Pulseira

Compre pulseiras de identificação e escreva o nome do responsável e o contato. Em algumas praias elas são oferecidas pelos guarda-vidas, como nos balneários de Vitória e Vila Velha.

Roupa

Vista a criança com uma cor que se destaque na multidão.

Posto

A pessoa que encontrar uma criança perdida deve procurar um salva vidas, posto de salvamento marítimo ou policial militar.

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