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Negócios

Viação Itapemirim quer criar companhia aérea com aporte de R$ 2 bi

Empresa afirma ter conseguido recursos de um fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos e que pretende iniciar voos em 2021

Publicado em 13 de Fevereiro de 2020 às 10:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 fev 2020 às 10:09
Avião no pátio do Aeroporto de Vitória Crédito: Luísa Torre/Arquivo
Viação Itapemirim quer criar companhia aérea com aporte de R$ 2 bi
Viação Itapemirim, empresa fundada no Espírito Santo e que está em recuperação judicial, tem planos de criar uma companhia aérea.  O presidente do grupo, Sidnei Piva, disse ter fechado um acordo para receber um aporte de R$ 2,1 bilhões de um fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos que permitirá a criação da aérea. 
As informações do jornal Folha de S. Paulo, que viajou a Dubai a convite do governo paulista que organizou uma missão para atrair investidores para negócios diversos, entre esses o de logística. À reportagem, Piva afirmou que a nova empresa já deve receber a primeira aeronave comercial de passageiros para operação em 2021.
O empresário explicou que já foram encomendadas 35 aeronaves da Bombardier: 15 com capacidade para 80 passageiros e o restante para 100 passageiros. A ideia é que a companhia seja de baixo-custo (low-cost) e opere voos regionais. Uma das possibilidades estudadas é a de oferecer um serviço integrado de ônibus e avião para transporte de carga e passageiros.
Piva, no entanto, não informou se ele fechou negócio com o Adia (Abu Dhabi Investment Authorit) ou o Mubadala, que são os fundos soberanos dos Emirados Árabes Unidos. 
Avião da Passaredo Linhas Aéreas, hoje Voepass Crédito: REPRODUÇÃO/EPTV
Se o negócio sair do papel, essa seria a terceira tentativa do Grupo Itapemirim de ter uma companhia aérea. Na gestão de Camilo Cola, na década de 1990, a empresa fundada em Cachoeiro de Itapemirim chegou a criar a Itapemirim Cargo, que operou em várias cidades do país até perder o registro em 2000.
Em março de 2017, o grupo Itapemirim - já em recuperação judicial e sob o comando dos empresários Sidnei Piva e Camila Valdívia - comprou a empresa de aviação regional Passaredo (hoje Voepass). A ideia na época também era integrar rotas de avião e de ônibus. A aquisição, no entanto, acabou cancelada em setembro do mesmo ano por falta de cumprimento de cláusulas do contrato por parte da Itapemirim. 
Sonho do grupo, a criação da uma companhia aérea, porém, não é fácil. Além da necessidade de investimentos vultuosos - o que é  ainda mais difícil para uma empresa em dificuldades financeiras como a Itapemirim -, é preciso superar uma série de procedimentos legais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para conseguir a concessão. 
É preciso, por exemplo, que a empresa tenha " todas as condições técnicas e operacionais definidas pela Anac e atenda as demais leis e normas infralegais aplicáveis", informa o site da agência.
Ônibus na garagem da Viação Itapemirim, grupo que está em recuperação judicial desde março de 2016 Crédito: Bernardo Coutinho/Arquivo
Procurada, a Anac informou que ainda não recebeu nenhum pedido para constituição de empresa aérea por parte do Grupo Itapemirim.

CONFUSÃO JUDICIAL

Sidnei Piva voltou à presidência da Viação Itapemirim após uma decisão judicial que afastou Camila de Souza Valdívia do comando do grupo em dezembro do ano passado. Os dois são sócios e compraram a empresa da família Cola em 2016.
A Itapemirim está em recuperação judicial desde março de 2016, quando o grupo alegou ter R$ 336,49 milhões em dívidas trabalhistas e com fornecedores, além de um passivo tributário de cerca de R$ 1 bilhão. O plano de recuperação judicial foi aprovado pelos credores em abril de 2019 e, desde então, a companhia tem realizado leilões para pagar as dívidas.
RELEMBRE
Entenda a recuperação judicial da Viação Itapemirim

01

Recuperação judicial

Uma das maiores empresas de transporte rodoviário do país, a Viação Itapemirim entrou em recuperação judicial em março de 2016, junto com outras empresas que pertenciam à família de Camilo Cola.
Texto Curto

02

Dívidas

A empresa alegou ter R$ 336,49 milhões em dívidas trabalhistas e com fornecedores, além de um passivo tributário de cerca de R$ 1 bilhão.
Texto Curto

03

Venda

Cerca de sete meses depois de ter a recuperação deferida, a família Cola vendeu as empresas recuperandas para Camila Valdívia e Sidnei Piva de Jesus, empresários de São Paulo.
Texto Curto

04

Briga

Cerca de nove meses após o negócio, Camilo Cola e Camilo Cola Filho afirmaram ter sofrido um “golpe”, alegando que os empresários que compraram a empresa não honraram com o acordo. A família tenta, desde então, anular o negócio.
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05

Dentro da lei

Os sócios da Itapemirim, Camila e Sidnei, sempre refutaram as acusações e afirmaram que tudo foi feito dentro da lei.
Texto Curto

06

Divisão do grupo em partes

Os credores aprovaram que a empresa seja dividida em cinco Unidades Produtivas Isoladas (UPIs), que vão absorver os principais ativos da companhia, como imóveis e linhas de ônibus.
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07

Pagamento das dívidas

Após esse ano, a empresa iniciará o pagamento das dívidas. Se os leilões não tiverem sucesso, haverá o parcelamento em 80 vezes.
Texto Curto

08

Briga entre sócios

Sidnei e Camila iniciaram na segunda metade de 2019 uma briga na Justiça pelo comando do grupo. Ele chegou a ser destituído da presidência após decisão da primeira instância da Justiça paulista, mas voltou ao cargo após liminar de segundo grau concedido em dezembro.
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