Os servidores públicos do governo do Espírito Santo decidiram entrar em greve a partir da próxima terça-feira (7). Em assembleia realizada nesta quarta-feira (1º), funcionários de diversas categorias votaram, por unanimidade, pela paralisação das atividades. Eles reivindicam a reestruturação das carreiras e correção de perdas salariais.
Conforme informações do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo (Sindipúblicos), a mobilização envolve cerca de 3,7 mil profissionais de 14 autarquias e secretarias, entre as quais, Secretaria de Estado da Educação (Sedu), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases). A deliberação pela greve teve a participação de 300 servidores presencialmente e outros 350 on-line.
Reivindicações
A proposta apresentada pelo Sindipúblicos ao governo, após estudo técnico das carreiras da base ativa, busca corrigir perdas salariais e valorizar os profissionais. O sindicato afirma que a repercussão na folha de pagamento do Estado não passaria de 1%, mas teria grande impacto na vida dos servidores.
“Não vamos recuar. Seguimos juntos até a vitória. Reunião sem proposta não resolve. Queremos resposta concreta para discutir com a categoria", afirma Renata Setúbal, presidente do Sindipúblicos.
O sindicato ressalta que vai seguir todos os trâmites legais, como prazos e percentuais de trabalho, para que as categorias possam paralisar as atividades na próxima semana.
A Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger) foi procurada para se manifestar sobre a decisão do funcionalismo pela greve e, em nota, reforçou que o governo do Estado mantém diálogo aberto e permanente com os representantes dos servidores públicos.
"Desde 2019, foram concedidos reajustes lineares à categoria, com exceção dos anos de 2020 e 2021, quando uma lei federal impediu Estados de promover aumentos salariais", pontua.
A administração estadual conduz o processo de escuta com responsabilidade, explica a Seger, analisando as demandas apresentadas à luz dos limites orçamentários e fiscais. Ainda na nota, a secretaria ressalta que equipes técnicas seguem realizando estudos para subsidiar a tomada de decisões, sempre com foco na valorização do servidor e na sustentabilidade da gestão pública.
"O governo do Estado reafirma que permanece aberto ao diálogo e a novas rodadas de negociação, mantendo o compromisso com a transparência e a construção de soluções equilibradas. Ao mesmo tempo, destaca que adotará as medidas necessárias para garantir a continuidade da prestação dos serviços à população."
Atualização
01/10/2025 - 5:11
Após a publicação da reportagem, a Seger apresentou o posicionamento do governo. O texto foi atualizado.