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Início de deflação

Produtos e serviços ficam mais baratos na Grande Vitória, aponta IBGE

IPCA de abril caiu 0,09% na região. Principais quedas foram nas áreas de artigos de residência (-1,94%), transportes (-1,07%) e habitação (-1,06%). Já a maior alta foi nos alimentação e bebidas

Publicado em 08 de Maio de 2020 às 10:59

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 mai 2020 às 10:59
Vitória - ES - Posto de combustíveis vende o litro de gasolina por R$ 3,64 no Centro da capital
Queda no preço dos combustíveis ajudou na deflação registrada na Grande Vitória Crédito: Vitor Jubini
Os preços dos produtos e dos serviços caíram na Grande Vitória, segundo aponta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda do índice geral na região ficou em -0,09% – com os principais recuos sendo observados nas áreas de artigos de residência (-1,94%), transportes (-1,07%) e habitação (-1,06%). A maior alta foi registrada no setor de alimentação e bebidas, que ficaram 2,3% mais caros.
Os produtos e serviços que tiveram as maiores quedas foram os combustíveis (-8,8%) e o transporte por aplicativos (-4,3%). Móveis e utensílios, assim como aparelhos eletrônicos tiveram redução no preço de cerca de 2%.
De acordo com o economista e professor universitário Antônio Marcus Machado, essa queda de 0,09% no IPCA na Grande Vitória indica o início de uma deflação – quando os preços apresentam queda – e já reflete os efeitos da crise do novo coronavírus no consumo das famílias. “É como se abrisse um pedacinho da porta. A conjuntura econômica indica que os preços devem cair ainda mais nos próximos meses”, indica Machado.
“Três pilares estão nos levando à retração do consumo: o crescimento do desemprego, o comprometimento da renda e a falta de expectativa futura. Assim, observamos a queda dos preços tentando convencer o consumidor a ir às compras, mas isso não deve acontecer por agora”, avalia o professor.
"Num primeiro momento o consumidor pode pensar que o recuo dos preços pode ser algo bom, mas não é. Isso mostra, entre outras coisas, que o cidadão está inseguro e não quer gastar no momento de pandemia.  Antes, as pessoas se endividavam para consumir porque tinha esperança da economia melhorar. Agora, as pessoas estão comprometendo a renda futura para se alimentar. E isso é perigoso", conclui.

ALIMENTOS ESTÃO MAIS CAROS

O item que mais apresentou aumento no Espírito Santo foi o de bebidas e alimentos. Segundo o IBGE, os produtos que ficaram mais caros foram a cebola (48,37%), limão (34,89%), mamão (31,13%) e batata (20,34%).
As carnes, vilãs da inflação num passado recente, ficaram com preços estáveis – apresentando uma alta de apenas 0,53%. O chã de dentro ficou 5,75% mais caro, enquanto a alcatra reduziu 3,94% e o contrafilé 1,48%.

ÍNDICE NO PAÍS TEM MAIOR RECUO EM 22 ANOS

O IPCA registrou em abril a segunda maior deflação do Plano Real. O índice oficial de inflação do País foi de 0,31%, informou o IBGE. A mínima histórica do IPCA é de agosto de 1998, de -0,51%. Apenas nos meses de abril, a mínima até agora havia sido registrada em 2017, quando a deflação foi de 0,14%.
O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas feitas por analistas consultados pelo Projeções Broadcast do Estadão. Todas as 49 estimativas eram deflacionárias, de 0,12% a 0,47%, com mediana de -0,25%. Em março deste ano, a taxa foi de 0,07%. Mesmo com o dólar alto, a maioria das instituições consultadas acreditam que o IPCA vai fechar o ano em 2,20%, na mediana das projeções, bem aquém do piso da meta de 2,50%. As projeções vão de 1% a 2,70%.
Em nível nacional a queda dos preços também foi fortemente impactada pelos combustíveis. Os gastos com transporte apresentaram queda de 2,66% se somadas todas as 16 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. Assim como na Grande Vitória, a alimentação e bebidas ficaram mais caras: um aumento de 1,79%.

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