Por falta de profundidade na região, o píer do hotel Senac na Ilha do Boi, em Vitória, não vai poder receber desembarque de passageiros de navios de cruzeiro. Foi o que apontou um estudo técnico encomendado pelo Senac. Com isso, a retomada dos cruzeiros marítimos a Vitória segue incerta.
O levantamento demonstrou que não há viabilidade técnica para a instalação de uma estrutura para receber o desembarque proveniente de navios de cruzeiro. Portanto, está descartada a retomada dos cruzeiros pela região. Segundo a Fecomércio, o laudo atesta que a altura do calado na geografia local é insuficiente para o transbordo do navio.
Por outro lado, o estudo concluído indica a possibilidade da instalação de um flutuante para embarcações de pequeno porte propício a atividades recreativas e turísticas. A entidade não detalhou qual o tamanho máximo das pequenas embarcações. Dessa forma, a revitalização do píer está entre as intervenções previstas de reforma da área de lazer do hotel.
No inicio do ano, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) cedeu oficialmente para o Senac a área do píer da Ilha do Boi. A ideia na época era adequar a área para realizar o embarque e desembarque dos passageiros visando a retomada de turistas vindos de cruzeiros.
Na época, o investimento previsto para a reforma do atracadouro das lanchas que trarão os passageiros dos navios estava na casa dos R$ 3 milhões. A previsão é que a estrutura flutuante tenha mais de 30 metros.
Em 2024, especialistas da Universidade de São Paulo (USP) apontaram viabilidade para a volta dos cruzeiros ao Espírito Santo. Foi avaliada a possibilidade do fundeio das embarcações sem que elas precisem passar por baixo da Terceira Ponte (a altura dos navios não permite). Na época, a área mais provável para o desembarque de passageiros, a ser feito no mar, era as proximidades das ilhas do Boi e do Frade.
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