Mesmo não tendo ido para o segundo turno na disputa do Palácio Anchieta, o Partido dos Trabalhadores (PT) teve seu número digitado em 50.546 votos anulados pela escolha do governador do Espírito Santo. Na primeira votação, Helder Salomão era o representante do PT e ficou na terceira colocação, com 15,32% dos votos.
A disputa no segundo turno ficou entre Lorenzo Pazolini, candidato do Republicanos, e o governador que tentava a reeleição Ricardo Ferraço, do MDB. Nas urnas, o número para escolher o primeiro era 10, e a opção pelo segundo era o 15. Pazolini foi eleito com 52,17% dos votos.
O segundo número de partido mais digitado por eleitores que anularam o voto para governador foi o 22, do Partido Liberal (PL). Os dígitos da sigla do candidato à Presidência no segundo turno Flávio Bolsonaro foi usado por 32.225 eleitores capixabas, e portanto, anulados.
As informações são de levantamento feito por A Gazeta a partir dos Registros Digitais de Voto (RDVs) das urnas do Estado.
Total de votos: 2.405.654
Nulos: 132.846
Em branco: 64.871
Válidos (nominais): 2.207.937
No primeiro turno, o Partido Liberal (PL) teve seu número digitado em 45.222 votos anulados na escolha para governador. O PL não lançou candidato ao governo do Espírito Santo, mas estava na chapa de Pazolini.
No total, foram 132.846 votos anulados no Espírito Santo no segundo turno. Os votos no número do PT representam 38,05% dos nulos e os direcionados ao número do PL são 24,25%. Logo depois, com 22,56%, aparece o 00, que é normalmente utilizado para anular o voto.
Alguns fatores podem ter contribuído para a anulação desses votos.
Uma das possibilidades é que haja uma parcela do eleitor que optou pelo PT – mobilização no segundo turno que ocorreu eu todo o Brasil – que não quis votar em nenhum dos dois candidatos ao governo nessa votação.
Outra hipótese seria uma confusão do eleitor na cabine em relação ao cargo em votação, com o eleitor votando em Lula para presidente enquanto a urna pedia o registro do voto para governador. O mesmo pode ter ocorrido com o alto volume de votos no número do partido de Flávio Bolsonaro.
A outra probabilidade é que, ao ter votado em 22 para governador, o eleitor poderia achar que esse era o número de urna de Pazolini, embora ao longo do segundo turno a campanha tenta tentado marcar os números 10 para governador e 22 para presidente.
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