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Obra de nova ferrovia que vai ligar ES ao Rio pode atrasar? Entenda

Mesmo após Vale e o governo federal não chegarem a um acordo sobre a renovação antecipada da EFVM, Renato Casagrande afirma que cronograma do projeto está mantido

Publicado em 01 de Setembro de 2025 às 17:30

Publicado em 

01 set 2025 às 17:30
Ferrovia, linha de trem
Ferrovia vai ser nova ligação do Espírito Santo com o Rio de Janeiro Crédito: Pixabay
Uma das obras mais aguardadas para a logística do Espírito Santo é a construção da EF 118, ferrovia que vai ligar o Espírito Santo, saindo de Santa Leopoldina, até o Rio de Janeiro.
A previsão do governo federal é de publicar o edital da licitação do ramal até Anchieta da EF 118 entre o final do ano e o início de 2026.
O andamento do projeto, também chamado de Arco Ferroviário Sudeste, está interligado ao processo de renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e da ferrovia de Carajás, controladas pela Vale.
Como forma de compensação pelo novo contrato, a mineradora se comprometeu a construir a primeira parte da estrutura, um trecho de 80 quilômetros ligando Santa Leopoldina a Anchieta. Mas como fica o empreendimento com a falta de acordo para repactuação entre a Vale e o governo federal?
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), afirma que não deve haver atraso na publicação do comunicado público sobre o leilão, mesmo com o impasse.
"O governo já está organizado para lançar o edital. Agora está avaliando, após não fechar acordo com a Vale, colocar todo o trecho da Grande Vitória até Anchieta num único edital com o restante da ferrovia até o Rio de Janeiro", explica.
Casagrande lembrou que o ramal Anchieta foi definido pelo Ministério do Transporte e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) como o investimento adicional que a Vale deveria realizar em virtude da antecipação da outorga da EFVM.
"A Vale está resistindo a fazer essa obra, apesar de já ter se comprometido publicamente aqui no Palácio Anchieta, com a minha presença, do vice-governador Ricardo Ferraço e da sociedade capixaba. Agora, a conversa que a Vale está tendo com o Ministério do Transporte e a ANTT é que ela quer colocar o dinheiro, mas o governo federal deve fazer a concessão. Esse é um assunto que a Vale precisa dar uma resposta à sociedade capixaba.
Ainda segundo Casagrande, o Estado está em conversa com o ministro dos Transportes, Renan Filho, para encontrar meios de destravar o investimento.  No momento, o ramal Anchieta está em processo de licenciamento ambiental no Iema, conforme mostrou A Gazeta.
Pelo projeto apresentado pela mineradora ao órgão ambiental, a infraestrutura vai exigir um túnel de 715 metros em Viana, 15 pontes e 20 viadutos.
A Vale foi procurada para comentar sobre o assunto, mas ainda não deu retorno.

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