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Publicado em 6 de outubro de 2021 às 17:47
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta quinta-feira (7) a 17ª Rodada de Licitações de blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural. O edital, publicado em julho, oferta 92 blocos exploratórios pelo país, incluindo sete áreas offshore (no mar) do Espírito Santo, na porção capixaba da Bacia de Campos.>
Estão inscritas nove empresas para o leilão, incluindo gigantes do setor como Petrobras, Shell, Chevron e Total, além de Ecopetrol, Murphy Exploration & Production; Karoon Petróleo e Gás, Wintershall Dea, e 3R Petroleum. A rodada começa às 9h e será realizada no Rio de Janeiro.>
O leilão oferecerá os blocos no modelo de concessão, no qual as empresas ou consórcios vencedores são definidos por dois critérios: bônus de assinatura de contrato (80%) e programa exploratório mínimo – PEM (20%) oferecidos pelas licitantes.>
Os bônus são os valores em dinheiro ofertados pelas empresas, a partir de um mínimo definido no edital, e são pagos pelas vencedoras antes de assinarem os contratos.>
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Já o PEM, medido em unidades de trabalho (UTs), define um mínimo de atividades que a empresa se propõe a realizar no bloco durante a primeira fase do contrato (fase de exploração), como sísmicas, perfurações de poços etc. >
Os blocos que serão leiloados são chamados de nova fronteira, por estarem em regiões ainda pouco exploradas e, por isso, de retorno financeiro mais arriscado. >
No caso das sete áreas no Estado, elas estão localizadas na faixa litorânea entre a Grande Vitória e a divisa com o Rio de Janeiro, confrontando com os municípios de Piúma, Itapemirim, Marataízes, Anchieta, Vila Velha, Guarapari e Presidente Kennedy. >
Os blocos estão localizadas na região do pré-sal, mas não exatamente na área do polígono (faixa que vai do sul do Espírito Santo até Santa Catarina), já conhecida pelo mercado como a maior região produtora de petróleo do país. >
O edital prevê uma arrecadação mínima para o governo, a título de bônus de assinatura dos contratos, de R$ 45,25 milhões apenas com esses sete blocos, sendo seis do setor SC-AP1 e um no setor SC-AP3. Ao todo, serão ofertados 92 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Potiguar, Campos, Santos e Pelotas.>
O modelo de concessão de novas fronteiras, ou seja, em locais onde ainda não há descobertas, tem o objetivo de atrair investimentos para regiões ainda pouco conhecidas geologicamente ou com barreiras tecnológicas a serem vencidas, buscando a identificação de novas bacias produtoras.>
Blocos exploratórios são áreas com potencial para descoberta de acumulação de óleo e gás. Na fase exploração, são realizados investimentos de prospecção para descobrir óleo e identificar se é viável ou não sua produção comercialmente. A fase de exploração poderá ser de até sete anos.>
Os blocos oferecidos nas rodadas de licitação são regidos pelo contrato de concessão, no qual as empresas vencedoras pagam um bônus na assinatura do contrato e compensações financeiras, como royalties aos governos. >
No edital são detalhadas as regras do leilão, os compromissos das empresas vencedoras e da União e o cronograma a ser cumprido antes e após a assinatura dos contratos. Essas condições foram discutidas com o mercado em consulta e audiência pública. >
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