Entre 150 startups de todo o Brasil, a capixaba Mogai foi uma das 18 selecionadas pela empresa do setor de petróleo e gás Ocyan, do Grupo Odebrecht, para desenvolver soluções voltadas para essa indústria.
A escolha pela startup do Espírito Santo aconteceu dentro do programa de inovação chamado Ocyan Waves Challeng, que tem ainda outras etapas para definir qual ou quais empresas apresentam produtos ou serviços que atendam as demandas da Ocyan.
As startups que tiverem sucesso ao longo do processo podem vir a se transformar em fornecedoras para a Ocyan ou até parceiras da companhia no desenvolvimento de soluções para as atividades em que ela atua.
Antes de chegar lá, algumas fases precisam ser superadas, como a chamada de Pitch Day. Esta etapa aconteceu no último dia 11 em formato virtual, quando os participantes apresentaram aos times de cada projeto mais detalhes das soluções propostas para os desafios operacionais definidos pela Ocyan. Cada desafio ouviu três startups, que tiveram sete minutos para as apresentações, cada uma.
A Mogai Tecnologia, no mercado há 23 anos, participou do desafio "Dificuldade na inspeção de Sistemas com Isolamento Térmico devido à necessidade de remoção". Mas tiveram ainda os desafios: "Redução do consumo de diesel e emissão de gases dos moto-geradores", "Aumento da produtividade e redução da digitação no levantamento de campo", "Redução no número de consultas de exames periódicos presenciais na Base Macaé", "Inspeção inteligente de Drops (Risco de Quedas de Equipamentos)" e "Acesso à informação documentada atualizada na área operacional".
Para a gerente de Inovação da Ocyan, Patrícia Grabowsky, o Pitch Day é importante porque permite uma interação maior entre as startups e a Ocyan. É nessa fase que as equipes das áreas que precisam das soluções fazem o primeiro contato com os empreendedores, esclarecem dúvidas e avaliam as propostas.
A executiva observa que as startups selecionadas têm expertise em diferentes segmentos e não apenas no setor de óleo e gás.
“As pré-selecionadas vêm de seis Estados, demostrando que a virtualização das fases do programa, acelerada pela pandemia, facilitou ainda mais o engajamento de startups de outros Estados, que tem aumentado da primeira edição em diante. Tem sido uma boa experiência para nós encontrar empreendedores de alto nível por todo o Brasil”, avalia Patrícia.
Além da Mogai, representando o Espírito Santo, participaram do Pitch Day: Altave, BR Hommed, Confirm8, GLR Tech, DR TIS e VR Glass, de São Paulo. DR1, Eyllo e a Pix Force, do Rio de Janeiro. A Instor e Optix são do Rio Grande do Sul. Cinco são do Paraná: a Vidya, Goepik, LZ Energia, Quality Storm e Tau Flow. E uma, a Ledcorp, é de Minas Gerais.
As startups que forem selecionadas após o pitch day avançam para a etapa de "Imersão", que deve ser iniciada até o final de junho. A partir daí, aquelas com maior aderência aos desafios da empresa seguem adiante até o projeto-piloto, quando as soluções começam a ser testadas internamente.
O projeto-piloto é previsto para ir de agosto a novembro e depois é batido o martelo sobre a contratação ou não da startup como fornecedora da Ocyan.
MOGAI TECNOLOGIA
A Mogai, há mais de duas décadas no mercado, atua com tecnologia aplicada ao processo produtivo industrial e está presente em todo o Brasil, além de Moçambique e Canadá.
Em março deste ano, a coluna conversou com o fundador e CEO da empresa, Franco Machado. Na ocasião, ele falou sobre os planos ambiciosos de crescimento em 2021.
O empreendedor contou que no cenário mais conservador a empresa espera crescer de 200% a 300% neste ano. "Se a situação do Brasil e do mundo melhorar, aí acreditamos que esse número pode ser ainda maior, algo entre 400% e 500%", projetou.
Entre os projetos que dão base para tamanho otimismo estão o desenvolvimento de soluções para os segmentos de rochas ornamentais, petróleo e gás e saúde.