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Investimento milionário de gigante da celulose para restaurar florestas inclui ES

Investimento milionário de gigante da celulose para restaurar florestas inclui ES

BNDES aprovou financiamento de R$ 250 milhões para Suzano restaurar 24 mil hectares de Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia nas áreas onde atua no país; ações chegarão ao Espírito Santo

Publicado em 13 de outubro de 2025 às 15:14

A Suzano, gigante brasileira na produção de celulose e papel, vai investir R$ 250 milhões na restauração de 24 mil hectares de florestas e áreas degradadas na Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia. O investimento será feito a partir de um financiamento liberado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com ações também no Espírito Santo.

Só na área que inclui o Norte do Espírito Santo e o Sul da Bahia, consideradas uma região única, serão restaurados mais de 14 mil hectares. Isso representa 58% do projeto. No Norte capixaba, a Suzano tem fábrica em Aracruz e, no Sul da Bahia, atua em Mucuri.

A restauração ecológica é um processo que visa à recuperação da funcionalidade e da biodiversidade de ecossistemas transformados por atividades humanas. Isso inclui terras sem vegetação nativa desenvolvida ou em estágio de conservação inadequado para a sustentabilidade da biodiversidade local.

Projeto de restauração florestal da Suzano
Projeto de restauração florestal da Suzano Crédito: Suzano/Divulgação

As ações a serem implementadas pelo projeto contribuirão para a regularização ambiental de mais de 1.000 imóveis rurais, distribuídos em seis Estados: São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Pará e Mato Grosso do Sul.

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Investimento milionário de gigante da celulose para restaurar florestas inclui ES

Segundo o BNDES, esse é o maior volume de recursos já aprovados com verba do Fundo Clima para a recuperação de mata nativa degradada no Brasil.

O termo de aprovação do financiamento foi entregue na sexta-feira (10), pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, à vice-presidente executiva de Sustentabilidade, Comunicação e Marca da Suzano, Malu Paiva, durante o evento "BNDES Florestas do Brasil por Todo o Planeta", realizado no teatro da empresa pública federal, no Centro do Rio.

“O BNDES tem articulado e impulsionado a restauração florestal como ferramenta crucial para combater a crise climática, reduzir emissões de gases de efeito estufa e promover o desenvolvimento sustentável, que é uma prioridade do governo do presidente Lula”, ressaltou Mercadante.

O projeto impulsiona um modelo de negócios emblemático no setor de florestas, tendo uma empresa de grande porte atuando como vetor de reflorestamento com espécies nativas para seus fornecedores, fortalecendo a cadeia produtiva e servindo de modelo para o setor e outras atividades econômicas.

Da área total a ser restaurada, 60% correspondem a imóveis de terceiros, parceiros da Suzano. A parceria entre o BNDES e a companhia contribuirá para a disseminação de boas práticas por meio da capacitação de proprietários e trabalhadores rurais das áreas arrendadas e adjacências em técnicas de restauração, além da geração de empregos diretos e indiretos durante as etapas de plantio, manutenção e monitoramento e na cadeia produtiva de insumos.

“O apoio do BNDES ao nosso programa de restauração reforça a importância de parcerias entre os setores público e privado para ampliar o alcance das soluções baseadas na natureza”, afirma Malu Paiva.

Esse financiamento contribuirá diretamente para o avanço de algumas metas assumidas pela Suzano, como a de conectar 500 mil hectares de vegetação nativa até 2030

Malu Paiva

Vice-presidente executiva de Sustentabilidade, Comunicação e Marca da Suzano

O projeto

Além da regularização ambiental das propriedades, a restauração das áreas degradadas proporcionará importantes serviços ecossistêmicos para as regiões, incluindo a recuperação da vegetação nativa, a redução de áreas com processos erosivos, a proteção de nascentes e recursos hídricos, o incremento da biodiversidade, a criação ou o restabelecimento de corredores ecológicos e a captura e fixação de carbono.

O processo de escolha das áreas onde ocorrerá a restauração leva em consideração a formação de corredores ecológicos e sua conexão com unidades de conservação.

O projeto prevê a utilização de metodologias diversas e adaptativas, combinando técnicas inovadoras, como semeadura com drones, com práticas consolidadas de restauração ambiental. A recuperação ocorrerá em áreas de solo exposto, pasto, vegetação secundária (área em processo natural de regeneração da vegetação nativa após supressão total ou parcial da vegetação original) e agricultura.

Conforme o estágio de degradação, serão utilizadas as metodologias mais adequadas a cada caso, tais como remoção e controle de espécies exóticas, plantio de faixas de vegetação nativa, plantio total de mudas, isolamento da área ou semeadura direta.

Além das ações no campo, a Suzano informou que vai investir em pesquisa florestal e inovação, a fim de aumentar a produtividade e a resiliência das florestas plantadas, além de fortalecer a cadeia produtiva da restauração florestal. Ao final do projeto, estima-se que a vegetação das áreas restauradas capte da atmosfera aproximadamente 228 mil toneladas de CO2 equivalente por ano.

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