O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Espírito Santo (Sindipostos-ES) descartou que a greve dos petroleiros provoque falta de combustível no Espírito Santo no curto prazo. Através de nota, a entidade ressaltou que toda a cadeia segue normal e que não há previsão de impactos para o Estado.
"A informação que os revendedores dos postos de combustíveis receberam das distribuidoras é de que toda a logística de abastecimento está com o seu funcionamento normal. Não há previsão de impactos na distribuição do Estado", apresenta a nota.
Nesta segunda-feira (10), o Terminal segue com um número reduzido de trabalhadores, segundo informou o coordenador interino do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro), Valmisio Hoffmann.
"A rendição de turno está parada no Terminal. No sábado chegou um navio que descarregou o combustível, mas se a paralisação continuar quando o próximo navio chegar, ele não vai conseguir descarregar", disse Hoffmann.
ONDE ESTÃO OS GREVISTAS
As informações do Sindipetro dão conta de que há paralisações no Terminal Aquaviário da Petrobras, em Vitória e na Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares. Pela manhã os trabalhadores fizeram uma plenária em frente à sede da Petrobras, no bairro Mata da Praia, em Vitória.
Na semana passada, o prédio administrativo conhecido como "base 61" da estatal, em São Mateus, a Estação de Tratamento de Fazenda Alegre (EFAL), em Jaguaré, e a própria UTGC, em Linhares, já tinham sentido os impactos do movimento. Outra ação que chamou a atenção na Grande Vitória foi a entrega de vouchers para o abastecimento com desconto.
Em todo o Brasil 92 unidades do Sistema Petrobrás, em 13 estados do país, registraram adesões ao movimento. Segundo a Federação Única dos Petroleiros o que significa cerca de 20 mil trabalhadores na greve.
Os petroleiros cobram a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), previstas para terem início na próxima sexta-feira (14) e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.
O QUE DIZ A PETROBRAS
Segundo a Petrobras, as paralisações não estão impactando as produções e não há nenhuma unidade totalmente parada - apenas funcionando com um número menor de empregados. A estatal afirmou que iniciou a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a paralisação dos petroleiros.
A estatal explicou que a medida foi autorizada pela Justiça, uma vez que a ordem judicial de manter em serviço o mínimo de 90% do efetivo - determinada na semana passada pelo ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) - não vem sendo cumprida pelos sindicatos.
A Petrobras também havia informado anteriormente por meio de nota que "considera descabidas as justificativas apresentadas pelos sindicatos, uma vez que todos os compromissos firmados na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho vigente vêm sendo integralmente cumpridos".