Das 263,3 mil toneladas de arroz que serão importados pelo governo federal para garantir o abastecimento do grão no país, um total de 27,3 mil toneladas será destinado para o Espírito Santo, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão que realizou o leilão nesta quinta-feira (6). A previsão da União era comprar até 300 mil toneladas do alimento.
As 27,3 mil toneladas que o Espírito Santo vai receber serão disponibilizadas aos consumidores em um prazo de 45 a 60 dias e a distribuição será feita pela Conab para pequenos varejos, de forma direta, e para grandes atacarejos e redes de supermercados em forma de leilões.
Documentos disponibilizados pela Conab apontam que, do arroz destinado ao Espírito Santo, 12 mil toneladas vão para Cachoeiro de Itapemirim e 15,3 mil toneladas para Colatina. O valor total da operação destinado ao Estado ficou em R$ 136 milhões. As regiões metropolitanas previstas no edital foram definidas pela Conab com base em indicadores de insegurança alimentar.
“Essa compra não vai servir para a formação de estoque porque nosso objetivo é que esse produto, uma vez internalizado, seja rapidamente disponibilizado para os consumidores. Aqui a questão de abastecimento e de preço já está colocada e o que nós queremos é que esse produto chegue o mais rápido possível à mesa do povo brasileiro”, explicou o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Silvio Porto.
ES vai receber 27,3 mil toneladas de arroz importado pelo governo federal
Definição de preço
O governo pretende vender o arroz em embalagem específica a R$ 4 o quilo, de forma que o preço final não ultrapasse R$ 20 pelo pacote de 5 quilos. E produto também vai ter uma embalagem específica, com identificação do governo federal.
A estratégia do leilão foi adotada para reduzir o preço do arroz, que chegou a aumentar 40% por causa das enchentes no Rio Grande do Sul. O Estado gaúcho é responsável por 70% da produção nacional do grão.
A importação de arroz deverá estabilizar os preços no mercado interno, que tiveram uma alta média de 14%, chegando em alguns lugares a 100%, após as inundações no Rio Grande do Sul. A produção local foi atingida tanto na lavoura quanto em armazéns, além de ter a distribuição afetada por questões logísticas no Estado.
O leilão chegou a ser barrado pela Justiça Federal em Porto Alegre (RS). O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Fernando Quadros da Silva, entretanto, acatou pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e liberou a realização do pregão.
Como o objetivo de comprar 300 mil toneladas não foi atingido, o governo vai realizar um novo leilão em 13 de junho para adquirir mais 36 mil toneladas de arroz importado.
Com informações da Agência Brasil