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CSN quer comprar Samarco, mas Vale diz que mineradora "não está à venda"

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) se prepara para fazer uma oferta de compra. Aquisição pela mineradora seria uma saída para o processo de recuperação judicial da Samarco, que começou em 2021

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 21/06/2022 às 11h38
Samarco: Complexo de Ubu, em Anchieta, no Sul do ES
Samarco: Complexo de Ubu, em Anchieta, no Sul do ES. Crédito: Samarco/Divulgação

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) se prepara para fazer uma oferta de compra à Vale e à BHP, empresas controladoras da Samarco. A informação foi dada pelo O Globo e confirmada pelo Valor. A produtora de pelotas de minério de ferro tem uma fábrica em Anchieta, no Sul do Espírito Santo, que retomou as atividades no final de 2020.

A planta estava paralisada desde o rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), em 2015. Essa retomada, porém, ainda não é plena. Atualmente, a empresa opera com 26% da sua capacidade. No Estado, apenas uma de quatro usinas de pelotização está ativa.

Em 2021, a empresa entrou em Recuperação Judicial para tentar renegociar os créditos, que somavam mais de R$ 50 bilhões à época, incluindo trabalhadores, fornecedores, bancos e fundos credores. Ainda não houve acordo.

Segundo apurou o Valor, a venda da Samarco para a CSN poderia resolver a questão e seria mais vantajosa do que um processo judicial que pode levar anos para ser concluído.

Como antecipou o colunista Lauro Jardim, de O Globo, a CSN contratou a consultoria de Ricardo K. — empresa especializada em reestruturações financeiras e disputas societárias.

A CSN Mineração abriu o capital em fevereiro de 2021. Ela já produz em torno de 33 milhões de toneladas de minério ao ano e passará a fazer material superfino (pellet-feed) que é matéria-prima na fabricação de pelotas. Assim, a Samarco entraria no  campo de produção da CSN, como a Vale faz atualmente.

Em nota conjunta, Vale e BHP  informam que "a Samarco não está à venda e reafirmam seu apoio ao plano de reestruturação protocolado pelos sindicatos de empregados da Samarco e outros credores em 18 de maio. Ambos acionistas estão focados nos preparativos para a audiência de conciliação hoje e em garantir a sustentabilidade da Samarco e sua responsabilidade com os esforços de reparação, que não são endereçados pelo plano dos credores.”

A Gazeta procurou a CSN, mas ainda não obteve resposta. Assim que houver retorno, esse conteúdo será atualizado.

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