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Brincadeira com laser: o perigo que ronda o Aeroporto de Vitória

Terminal aeroportuário capixaba está entre os campeões de registros de laser. De janeiro a novembro, foram 23 notificações e os pilotos relatam que a luz causa distração, ofuscamento da visão e até cegueira temporária

Publicado em 22 de Dezembro de 2019 às 06:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 dez 2019 às 06:00
Quem viaja pelo Aeroporto de Vitória pode estar correndo um risco sem saber. Isso porque o Eurico de Aguiar Salles é o terceiro maior alvo de brincadeiras perigosas com laser em todo o Brasil. Geralmente, as aparições ocorrem no pouso, momento que exige dos pilotos ainda mais concentração.
Os pilotos que passam por essa situação relatam que a luz forte do laser causa distração, ofuscamento da visão e até cegueira temporária. De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), entre janeiro e novembro, foram 23 registros.
Avião se prepara para aterrissar no Aeroporto de Vitória/ES Crédito: Ricardo Medeiros
O número, apesar de não ser assustador, é maior do que o registrado em aeroportos com muito mais movimento, como Congonhas, em São Paulo, São José dos Pinhais, na região de Curitiba, e Santos Dumont e Galeão, no Rio de Janeiro.
Piloto há 38 anos, Álvaro Santana é ex-presidente do Aeroclube do Espírito Santo, localizado em Vila Velha. Ele conta que também já foi alvo de disparos de raio laser.
"O laser ofusca muito. Quando você mais está concentrado vem o facho de luz em sua direção e a primeira reação é virar o rosto no outro sentido. Ele atrapalha muito a visão e tira a concentração de quem pilota"
Álvaro Santana - Piloto há 38 anos
Uma das explicações para a alta incidência de laser em Vitória, segundo o major Sergio Anechini, do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAer), é o fato de o campo de aviação estar localizado no meio de um centro urbano. “Existem outros aeroportos maiores que ficam mais afastados e não registram tantos casos como aqui. Ainda assim, é um assunto que requer atenção” avalia.
Neste ano, o mês em que mais foi registrada a incidência de raio laser foi fevereiro, com 8 casos. De 2013 até este ano foi observada uma queda significativa no número de ocorrências registradas - que saíram de 181 para 23, até novembro.
 O Código Penal Brasileiro prevê punições para quem comete essa prática. De acordo com o artigo 261, expor a algum perigo uma aeronave, ou praticar qualquer ato que impeça ou dificulte o voo é um crime cuja pena varia de quatro a cinco anos de prisão. Se o ato resultar em queda ou destruição de aeronave, a pena pode chegar a 12 anos de reclusão. 

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