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Apps de pagamento entram na mira de golpistas; saiba como se proteger

Golpistas se aproveitam de brechas e ingenuidade do usuário. No Estado, há denúncia de pelo menos uma tentativa por dia de clonagem em aplicativo de conversa

Publicado em 05/07/2021 às 09h15
Golpistas utilizam-se de “engenharia social” para poder enganar quem está do outro lado da rede
Golpistas utilizam-se de “engenharia social” para poder enganar quem está do outro lado da rede. Crédito: Unsplash

Os aplicativos de pagamento, como PicPay, Mercado Pago, Ame, já fazem parte do dia a dia das pessoas e trazem praticidade na hora de comprar em uma loja e de enviar dinheiro para alguém. Também se tornam, no entanto, uma terra fértil para ação de golpistas que se aproveitam de brechas de segurança e mesmo da ingenuidade dos usuários.

Recentemente o Facebook atualizou o aplicativo de conversas, o WhatsApp, que agora permite fazer transferências para outros usuários que estão na sua lista. Mas isso abre brecha para que as pessoas caiam em um golpe, se não prestarem atenção com quem estão conversando.

Segundo a empresa de Mark Zuckerberg, os pagamentos são protegidos por várias camadas de segurança. “Assim como todos os recursos do WhatsApp, o serviço de pagamentos foi desenvolvido com um forte conjunto de princípios de segurança e privacidade em mente. A criptografia entre o seu telefone e os servidores WhatsApp mantém as informações da sua conta de pagamento seguras”, afirma a big tech.

A empresa afirma que o acesso a esses dados nos servidores é “extremamente limitado e monitorado o tempo todo. A proteção biométrica do dispositivo ou PIN do Facebook Pay adiciona outra camada de segurança antes de enviar dinheiro ou fazer um pagamento. Você só pode enviar dinheiro de sua conta do WhatsApp se fornecer as informações corretas de cartão de débito ou combo e verificar se você é um usuário autorizado”.

Com tantas opções de aplicativos e também com a facilidade de pagar no mesmo local onde se conversa, é necessário redobrar o cuidado para não cair nas mãos erradas.

SEGURANÇA E SENHAS

O delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos, Brenno Andrade, também reforça a segurança da tecnologia utilizada nos aplicativos. No entanto, a “falha de segurança” está no próprio usuário, já que golpistas utilizam-se de “engenharia social” para poder enganar quem está do outro lado da rede. Vale de tudo: usar foto da pessoa, falar que está precisando de dinheiro, que está com problema no aplicativo do banco… E muitas informações são possíveis de serem encontradas via redes sociais.

“É muito difícil para alguém conseguir invadir o banco de dados de um aplicativo desses e roubar alguém. Mas é muito fácil para o criminoso usar de técnicas conhecidas como phishing para tirar dinheiro da vítima. Recebemos, pelo menos, um registro de ocorrência diário de clonagem no WhatsApp por conta falsa”, conta.

É importante ter senhas diferentes para vários serviços
É importante ter senhas diferentes para vários serviços. Crédito: Freepik

Passar-se por outra pessoa em um aplicativo é uma forma de estelionato, só que no ambiente virtual e o delegado aconselha, que durante uma conversa com um perfil de um conhecido pedindo dinheiro, uma simples ligação para a pessoa pode solucionar a dúvida de que aquele número é dela ou não. “E lembrar de nunca fornecer qualquer código solicitado por alguém”, atenta.

Caso tenha caído em um golpe, a recomendação é registrar um boletim de ocorrência on-line e enviar como prova da denúncias todos os prints da conversa, valores transferidos e qualquer outra informação que ajude a ir atrás dos golpistas. O mesmo vale para tentativa de estelionato virtual. Há também a opção de procurar a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (3137-2607 ou 3137-9106).

O especialista em Segurança da Informação e comentarista da CBN Vitória, Gilberto Sudré também reforça os cuidados que as pessoas devem ter com aplicativos em geral, pois tudo hoje é informação e pode ser usado como uma forma de golpe contra usuários desavisados. “O problema vai estar sempre do lado do usuário, que deixa um aplicativo ou e-mail já logado no celular, deixa senhas em um bloco de notas, não usa senha de bloqueio, entre outras falhas”, alerta.

Segundo Sudré, é importante ter senhas diferentes para vários serviços. E na dúvida se vai gravar tudo ou não, o conselho é usar um aplicativo “cofre” de senhas. Ficam todas lá e o usuário só precisa saber de uma para desbloquear esse aplicativo. “A opção de mais um aplicativo de pagamento não piora a situação, pois a conta do banco do usuário não será invadida. As pessoas têm que entender que a internet, assim como a vida real, tem perigos e há lugares e pessoas com os quais devemos tomar cuidados”, adverte.

10 PASSOS PARA NÃO CAIR EM GOLPES

  1. 01

    Antivírus

    Sempre use antivírus e o mantenha atualizado.

  2. 02

    Senhas

    Não guarde todas as senhas em blocos de notas ou e-mails. Prefira um “cofre” de senhas, que são aplicativos para guardá-las em segurança.

  3. 03

    Segurança

    Use senhas diferentes e complexas para diferentes serviços. Cuidado com senhas que tenham nome de animal de estimação, data de aniversário, nome de filhos.

  4. 04

    Autenticação de dois fatores

    Use autenticação de dois fatores sempre que tiver. Programas de troca de mensagens e a maioria das redes sociais possuem esse esquema de segurança, dificultando as invasões.

  5. 05

    Celular roubado

    Se teve o seu celular roubado, utilize o aplicativo do sistema operacional (Android ou iOS) para rastrear o aparelho e apagar todos os seus dados contidos nele.

  6. 06

    Links suspeitos

    Cuidado com links suspeitos de promoções ou sorteios. Verifique na página oficial antes de fornecer dados pessoais e de cartão de crédito.

  7. 07

    Boleto bancário

    Evite pagar produtos pela internet usando boleto bancário, prefira o cartão de crédito, pois se houver algum golpe é mais fácil ter o valor estornado pela operadora do cartão.

  8. 08

    Páginas oficiais

    Sempre realize transações eletrônicas dentro do ambiente do site de compra; nunca por WhatsApp ou e-mail.

  9. 09

    Estelionato amoroso

    Cuidado com o estelionato amoroso. Se iniciar um relacionamento virtual, peça a pessoa que ligue a webcam para saber se ela realmente quem está por trás da conversa: não remeta quantias em dinheiro.

  10. 10

    Procedência das informações

    Não acredite em tudo o que você recebe pelo celular. Verifique sempre a veracidade nos canais oficiais antes de clicar no link e procedência duvidosa.

Fonte: Gilberto Sudré, Polícia Civil e Facebook

ONDE DENUNCIAR

Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos:

  • Pode ser feito por meio de um boletim de ocorrência on-line ou pelos telefones: 3137-2607 ou 3137-9106
  • Envie todos os prints de conversa, valores transferidos e qualquer outra informação que ajude a ir atrás dos golpistas.

Facebook:

  • Para entrar em contato com o suporte, abra as Configurações no WhatsApp e toque em Ajuda e depois em Fale conosco. 
  • Usuários do WhatsApp podem entrar em contato com a Ouvidoria, canal que auxilia os usuários a resolver contestações que não puderam ser solucionadas pelo suporte. O telefone: 0800-047-4683 e 0800-047-4699 (para pessoas com deficiência auditiva ou fonológica), das 9h às 17h de segunda a sexta-feira, exceto feriados. 

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