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Índio mostra cotidiano de tribo de Aracruz no Instagram

Tribo Tupiniquim ganhou um perfil na rede social onde as pessoas podem saber mais da cultura dos indígenas e quebrar certos paradigmas sobre eles
Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 ago 2018 às 14:45

Publicado em 16 de Agosto de 2018 às 14:45

Tribo indígena Tupiniquim em Aracruz Crédito: Pietro Ferraz
As redes sociais já são uma realidade presente a todo momento para a maioria dos capixabas e (quem diria!) para uma tribo Tupiniquim, localizada na Aldeia Indígena Caieiras Velha, em Aracruz, não é diferente. Um perfil no Instagram dos índios tupiniquins capixabas foi criado para compartilhar o dia a dia das cerca de 450 famílias que vivem na região. 
A ideia surgiu com o indígena Luiz Felipe Pego, de 18 anos. Na tribo Tupiniquim, Luiz Felipe é conhecido como Têsa-guaçu, e a criação do @indigenas_tupies aconteceu durante uma conversa dele com um dos chefes dos guerreiros, Jocelino da Silveira Quiezza, que na Aldeia é chamado de Ka'arondara. 
"Ele me disse que como ele não tem muito contato com essa parte de Instagram e  Facebook, ele me pediu para criar e administrar a página. As fotos eu consegui com alguns amigos que moram aqui dentro da comunidade, que já fizeram curso de fotografia. Eu também fiz algumas fotos com a câmera que nossa tribo tem. E aí vamos postando. O perfil foi criado há umas três semanas.", conta Luiz Felipe, o Têsa-guaçu. 
A rede social surgiu com a intenção de quebrar certos preconceitos que parte da sociedade tem com os índios e ainda divulgar os eventos que acontecem por lá.
"O objetivo do perfil é levar para as pessoas mais informações sobre a aldeia, como eventos culturais que temos por aqui. É por meio das fotos que queremos quebrar alguns paradigmas sobre nós indígenas", completa. 
TUPINIQUINS
Os tupiniquins são um grupo indígena brasileiro que originalmente habitou duas regiões do Brasil: região Sul da Bahia e Espírito Santo, até o Rio São Mateus, além do litoral do que hoje é o estado de São Paulo. Foi exatamente essa tribo que a esquadra portuguesa de Pedro Álvares Cabral encontrou ao chegar ao Brasil, em 1500.
Se no passado a língua tupi litorânea, da família Tupi-Guarani, dominava entre os indígenas da tribo, hoje a língua portuguesa faz parte do cotidiano.
Em 1997, com pouco mais de 1,3 mil indivíduos, a tribo se juntou aos guaranis em acampamento de protesto no Espírito Santo. Em 2007, o governo demarcou as terras reivindicadas em área usada para a plantação de eucalipto em Aracruz.

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