A previsão da Prefeitura de Vitória para realizar todas as obras de urbanização na área comercial da Vila Rubim é de 18 meses. E para conseguir manter o espaço funcionando, a estratégia é realizar os trabalhos por etapas, avançando as obras em fases, sem prejudicar comerciantes, visitantes, clientes e moradores.
“Nosso planejamento vai garantir que uma equipe da prefeitura fique permanentemente na Vila Rubim, conversando com todos e contribuindo para reduzir os impactos das obras ao máximo”, explica a prefeita Cris Samorini.
Mantendo o diálogo constante com a comunidade, a prefeita acredita que as obras seguirão sem grandes transtornos, sendo executadas aos poucos, por fases. “A gente realiza uma parte, conclui tudo que precisa ali, e segue para outra parte. Tudo para causar menos impacto.”
E com a obra realizada por fases, o trânsito da região não será interrompido. As vias principais que cortam a região, principalmente as avenidas Avenidas Elias Miguel e Pedro Nolasco, seguirão com fluxo contínuo, garante o secretário de obras de Vitória, Gustavo Perin. “Apenas o trânsito interno terá mudanças, no decorrer das obras, mas sempre respeitando o aviso antecipado, previsto em lei”, resume.
A primeira fase da obra será voltada para a urbanização, incluindo toda a parte da Ponte Seca, com construção da praça, inclusão da rampa de acesso, substituição da escadaria de metal, além das novas vagas de estacionamento.
Depois, as obras partem para a parte da drenagem e nova pavimentação que, segundo Perin, será realizada aos poucos. “Fecha um pequeno trecho ou uma das quadras (quarteirão), por exemplo, quebra o asfalto, refaz a rede de drenagem e as ligações de esgoto que estiverem erradas, com a ajuda da Cesan. Depois, cobre com o pavimento intervalado e libera para o trânsito”, explica o secretário.
E para não atrapalhar nem o trânsito de pedestres, Perin ainda argumenta que a parte de calçada pode ser feita de forma separada. “Se fechar a área de pedestres, libera parte da via para manter o fluxo das pessoas. Se fechar a rua, a calçada precisa estar livre. Não vamos fazer tudo ao mesmo tempo”, pontua.
540 DIAS
É o prazo de execução das obras de urbanização na Vila Rubim
Todo esse cuidado a mais, com a região, também impacta no período da obra, que tem previsão de 540 dias (18 meses) para execução. “Nós acolhemos os pedidos de comerciantes e moradores desde o desenvolvimento do projeto, com mais de dois anos de muita conversa. A execução da obra será igual, sempre mantendo o diálogo”, explica Perin.
Ele reconhece que a obra trará transtornos, mas o trabalho da prefeitura será de minimizá-los ao máximo. “E por isso que o prazo é um pouco maior, porque não dá para fazer tudo ao mesmo tempo.”
Comerciante há 38 anos na Vila Rubim, o empresário Mário José de Almeida, 53 anos, reconhece que essa é uma obra que ele estava esperando há anos.
Depois de tanta coisa que já aconteceu, principalmente depois do incêndio de 30 anos atrás, que marcou a todos nós, chegou uma obra muito esperada.
Mário José de Almeida presidente da Associação do Comércio de Pescados e Mariscos da Vila Rubim (Ascompem)
As expectativas de Almeida, que também preside a Ascompem, estão em receber do poder público um pouco do esforço que os comerciantes fizeram por tantos anos. “Recuperamos grande parte da Vila Rubim com as próprias mãos. O poder público nunca nos desamparou, mas sabemos o quanto de esforço fazemos aqui diariamente”, reforça.
Opinião compartilhada por George Moraes, presidente da Associação de Moradores da Vila Rubim. “Com essas melhorias, acreditamos que muitos que deixaram de vir aqui voltarão a consumir no nosso bairro e retomarão a relação com os comerciantes”, defende.
Ambos, George e Mário, celebram as obras na região, principalmente pelos resgates da cultura e da tradição que também virão com as mudanças planejadas pela prefeitura. “Aqui é um local de trabalho, cultura e, também, de amizade”, reforça Almeida.
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