Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Abandonada, Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) no Espírito Santo tem propostas para retomada das atividades Fernando Madeira
Ferrovia Centro-Atlântica

Trilhos abandonados podem dar lugar a metrô de superfície na Grande Vitória

Conselho Estadual de Ferrovias discute projetos para a retomada das atividades da linha férrea que passa por três municípios da região

Aline Nunes

Repórter

Publicado em 26 de Setembro de 2023 às 18:49

Publicado em

26 set 2023 às 18:49
Abandonada, Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) no Espírito Santo tem propostas para retomada das atividades Crédito: Fernando Madeira
A desativação da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) no Espírito Santo é atribuída à inviabilidade econômica de seu trajeto, que tem um alto custo de operação. Mas existem propostas para a retomada das atividades, entre as quais adotar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o chamado metrô de superfície, no traçado da estrada de ferro desativado na Grande Vitória
A ideia surgiu no Conselho Estadual de Ferrovias, que discute iniciativas para recuperar a FCA. O coordenador da entidade, Pedro Bragança, conta que têm sido feitos estudos de viabilidade para usar a linha férrea e, no trecho que interliga os municípios de Vila VelhaCariacica e Viana, uma alternativa seria o VLT. Após implantação, o modal ainda poderia ser integrado ao Sistema Transcol
Matéria especial sobre ferrovias
Estação de Argolas, Vila Velha, poderia ser usada no VLT Crédito: Fernando Madeira
"Essa região, com alto índice populacional, poderia aproveitar a ferrovia, assim como foi feito em Santos (São Paulo). Auxilia no transporte de passageiros, a exemplo das grandes metrópoles", opina. 
Engenheiro de Transportes e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Rodrigo de Alvarenga Rosa ressalta que, para qualquer projeto de transporte, é indispensável fazer uma pesquisa de origem e destino, isto é, saber de onde partiriam as viagens e para onde seguiriam.
Para ele, o VLT, que é uma demanda antiga na Região Metropolitana, pode até ser uma alternativa de modal para a Grande Vitória, mas usando apenas o traçado e não recuperando a estrutura atual da ferrovia, cujo investimento seria muito elevado. Segundo o professor, algo em torno de US$ 1,5 milhão por quilômetro, o equivalente R$ 7,5 milhões. 
Na opinião de Rodrigo Rosa, uma opção seria aproveitar as áreas da linha férrea que ainda não estão totalmente ocupadas porque a desapropriação é outro obstáculo. Ele também avalia que, para o metrô de superfície, Viana não teria tanta demanda. O ideal, nesse caso, seria incorporar a Serra ao trajeto que, sendo o município mais populoso do Estado, certamente teria mais passageiros para usufruir do transporte.
O professor destaca que, em termos de segurança, velocidade e conforto, o VLT é superior ao BRT (faixas exclusivas para ônibus), por exemplo, e, o que é muito importante na avaliação de Rodrigo Rosa, melhor ambientalmente. "A questão é saber se há ou não interesse de investir."
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi questionada se a implantação do VLT é uma alternativa que pode ser considerada. Em nota, a assessoria aponta que, sim, mas que cabe ao Ministério dos Transportes estabelecer a diretriz de política pública para a utilização da linha férrea. O órgão federal foi procurado para falar da possibilidade e explicou que todo o trajeto da FCA está em estudo, tanto as partes ociosas, a exemplo do traçado no Espírito Santo, quanto as partes que estão em funcionamento, e, portanto, não existe ainda uma definição sobre o trecho que corta os municípios capixabas. 
governo do Estado não atendeu a demanda sobre o possível uso da FCA. 
Ferrovia: Estrada de Ferro Leopoldina, em Argolas, Vila Velha; trilhos
Linha férrea em Argolas, Vila Velha: proposta de interligar a Grande Vitória por metrô de superfície na antiga ferrovia Crédito: Fernando Madeira
A primeira vez que o metrô de superfície apareceu como uma proposta de mobilidade urbana foi em 1982. Desde então, várias ideias foram sendo colocadas pelas autoridades. Porém, nenhuma vingou e o governo do Espírito Santo decidiu adotar em 2012 o Bus Rapid Transit (BRT), um modelo de transporte que usa ônibus, mas especifica faixas exclusivas e garante mais agilidade. Apesar de ser a alternativa aprovada até agora, a implementação desse sistema também não aconteceu.

Atualização

27/09/2023 - 9:01
Após a publicação da reportagem, o Ministério dos Transportes atualizou as informações que haviam sido passadas, inicialmente, em julho. O texto foi alterado. 

A Gazeta integra o

Saiba mais
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados