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Confusão

Receituário ilegível e mensagem ofensiva de médico em Vila Velha geram revolta nas redes sociais

Farmacêutico não entendeu a prescrição e orientou que a paciente voltasse ao médico para buscar uma nova; médico ironizou a situação e o caso ganhou repercussão

Publicado em 11 de Dezembro de 2025 às 19:52

Mikaella Mozer

Publicado em 

11 dez 2025 às 19:52
Farmacêutico recebeu mensagem de médico por receituário após não entender a letra do profissional que prescreveu uma medicação em Vila Velha
Farmacêutico recebeu mensagem de médico por receituário após não entender a letra do profissional que prescreveu uma medicação em Vila Velha Crédito: Reprodução | Sinfes | CRF-ES
“Vocês são fracos. Não conhecem Triaxin?”. Esta foi a frase escrita por um médico em um receituário e que causou revolta nas redes sociais. Segundo o Sindicato dos Farmacêuticos do Espírito Santo (Sinfes) e o Conselho Regional de Farmácia (CRF-ES), a mensagem foi direcionada ao farmacêutico de uma loja no Centro de Vila Velha, nesta quinta-feira (11).
A presidente do Sinfes, Monalisa Chambella, contou à reportagem de A Gazeta que tudo aconteceu após o profissional não entender qual a medicação havia sido prescrita pelo médico devido à escrita no receituário. Ele então pediu à paciente para voltar ao consultório e perguntar qual o medicamento. Pouco depois, a pessoa retornou com a nova receita, mas também com a mensagem.
“O farmacêutico nem fez o boletim de ocorrência, mas enviou para nós revoltado. Eu sempre levo para frente, já encaminhamos ao CRME-ES e comunicamos a Unimed. A gente teme pela segurança dos pacientes e a maioria é de gente muito comum”, frisou Monalisa. 
Receituário ilegível e mensagem ofensiva de médico em Vila Velha geram revolta nas redes sociais
O Conselho Regional de Farmácia (CRF-ES) e o Sinfes publicaram uma nota de repúdio sobre a conduta do médico. “O CRF-ES e o SINFES reafirmam que as relações entre médicos e farmacêuticos devem ser pautadas pelo respeito mútuo, pela urbanidade e pela colaboração interprofissional, valores indispensáveis ao exercício ético de ambas as profissões”, detalham.

Parceria

Monalisa contou que o Sinfes registrou ao menos 200 casos de receitas com prescrições ilegíveis desde julho deste ano. A contenção da situação é realizada em parceria com o Conselho Regional de Medicina do Estado.
“Fomos até a gestão de lá (CRM-ES) e, de prontidão, toparam trabalhar. Toda vez que recebemos uma receita com descrição ruim, enviamos para eles e são abertos processos éticos. Sem contar que estão sendo muito abertos e solícitos. Já tivemos alguns casos de médicos melhoraram (a escrita) e surgiram efeitos”, destacou a presidente do sindicato. 
Em nota, a Unimed Vitória informou que tomou ciência da ocorrência por meio dos veículos de comunicação e esclarece que tal conduta não condiz com os valores que orientam sua atuação, pautada pela ética profissional.
Já o CRM-ES destacou que "pode instaurar sindicância por meio de denúncia formal, com a devida identificação do denunciante, do médico denunciado, com o relato circunstanciado dos fatos, ou de ofício, após tomar conhecimento das informações em casos de repercussão pública".

Veja nota completa do CRM-ES

Por motivos legais, o CRM-ES não pode se manifestar sobre casos que ele possa julgar. Abaixo, uma nota explicativa para esses casos:

O Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) pode instaurar sindicância por meio de denúncia formal, com a devida identificação do denunciante, do médico denunciado, com o relato circunstanciado dos fatos, ou de ofício, após tomar conhecimento das informações em casos de repercussão pública. 

Todas as denúncias são rigorosamente apuradas. A sindicância tem como objetivo apurar os fatos e pode resultar na abertura de um Processo Ético Profissional, caso haja elementos suficientes de indícios de materialidade e autoria de infração ao Código de Ética Médica. O CRM-ES não se manifesta sobre casos concretos, a não ser nos autos. Conforme disposto no Código de Processo Ético Profissional, todos os trâmites processuais correm em segredo de Justiça.

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