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Em 10 anos

Projeto tenta repovoar região turística do ES com espécie ameaçada de extinção

O jacaré-do-papo amarelo corre o risco de desaparecer no Estado; iniciativa busca reverter o cenário com a reintrodução do animal em regiões como Itaúnas

Publicado em 31 de Outubro de 2025 às 17:43

André Borghi

Publicado em 

31 out 2025 às 17:43
Está em andamento em Itaúnas, distrito de Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo, um projeto que visa monitorar e repovoar o jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) na região. O animal está em extinção no Estado e pesquisadores visam reverter esse cenário por meio do programa, que terá duração de dez anos e foi dividido em várias etapas. 
Na fase atual, os pesquisadores estão fazendo o monitoramento desses animais no Rio Itaúnas, para entender a distribuição, quantidade e o tamanho das populações locais. Essas informações serão importantes para a definição das zonas prioritárias de proteção e planejar as próximas fases do programa, de acordo com a coordenadora da saúde e ecologia no Projeto Caiman, Daniela Neris.
Essas pesquisas, elas são importantes justamente porque sem essas informações, a gente não consegue fazer nenhuma ação de conservação dessa espécie. Fazemos esse levantamento justamente para conseguir, a partir desses resultados, criar medidas, ações para conservar a espécie, que está ameaçada de extinção
Daniela Neris - Coordenadora da saúde e ecologia no Projeto Caiman
Com esse trabalho, de acordo Daniela, os pesquisadores já conseguiram confirmar a presença desses animais em diferentes pontos da bacia do Rio Itaúnas, no entanto, ainda consideram o número de indivíduos baixo, em relação ao tamanho da área.
Jacaré-do-papo-amarelo, espécie ameaçada de extinção no Espírito Santo
Jacaré-do-papo-amarelo, espécie ameaçada de extinção no Espírito Santo Crédito: André Borghi
Ela explicou que esse trabalho é feito durante à noite, pois a luz das lanternas reflete nos olhos dos jacarés e ajuda a encontrá-los. Os pesquisadores saem de barco no Rio Itaúnas em busca dos animais, e ao localizar, capturam utilizando as mãos e coletam informações deles, como tamanho e peso. Uma fita métrica é utilizada para medir o tamanho do comprimento do corpo, cabeça e crânio. É inserido um microchip em cada jacaré capturado, como uma identificação, para no futuro recapturá-los e fazer novamente a avaliação desses aspectos.

Próximas etapas do projeto

Na próxima etapa, os pesquisadores irão realizar a coleta de ovos durante a fase reprodutiva da espécie, entre novembro e abril, para ser feita a incubação artificial e posteriormente recriar esses filhotes em um ambiente monitorado e seguro, por cerca de um ano. Em seguida, serão soltos em áreas avaliadas anteriormente, contribuindo assim para a preservação da espécie. Segundo os pesquisadores, esse trabalho é importante para aumentar as chances de sobrevivência dos jacarés, já que, na natureza, menos de 10% dos filhotes chegam à fase adulta.
Daniela Neris, Coordenadora da saúde e ecologia no Projeto Caiman
Daniela Neris, Coordenadora da saúde e ecologia no Projeto Caiman Crédito: André Borghi
Se a quantidade de ninhos encontrados na região não for o suficiente, os pesquisadores avaliam coletar os ovos no cinturão verde da unidade de Tubarão da Arcelormittal, na Serra, considerada a área com a maior e mais saudável população da espécie no Espírito Santo.
A proposta do programa é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Instituto Marcos Daniel (IMD), ArcelorMittal, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e Ministério Público do Estado (MPES), firmado em junho de 2025. 

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