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Por que teste rápido de Covid tem dado negativo para infectados?

Chegada de novas variantes parece ter antecipado aparecimento dos sintomas da infecção antes de carga viral atingir seu pico, o que pode interferir no resultado dos testes. Saiba mais

Tempo de leitura: 2min
Vitória
Publicado em 04/07/2022 às 19h03

Uma situação recorrente, que cada vez mais tem sido vista no Brasil e no mundo, é a pessoa que começa a sentir os sintomas respiratórios típicos da Covid-19 (gripe, tosse, dor de cabeça, febre…), faz o teste rápido de antígeno e o resultado dá negativo. A pessoa continua com os sintomas e, um ou dois dias depois, refaz o exame e tem o positivo para o coronavírus.

Existem vários estudos a respeito dessa situação, além de algumas razões que já se sabe para que isso aconteça, de acordo com especialistas. O infectologista Crispim Cerutti Junior conta que uma delas é a variante Ômicron e suas subvariantes.

Teste de covíd - RT-PCR - antígeno
Teste de covíd - RT-PCR - antígeno . Crédito: Shutterstock

A disseminação delas mundo afora veio seguida de uma mudança importante na incubação, que é o tempo entre o vírus começar a invadir as células do nosso corpo e o início dos sintomas.

Crispim Cerutti Junior

Infectologista 

"Elas trouxeram alterações nos antígenos, que são moléculas que levam o teste a dar positivo. Então, a mudança no tempo de incubação e a pouca quantidade de carga viral no paciente estão relacionadas com o falso negativo."

Nesse cenário, Cerutti Junior explica que as chances de uma pessoa ter Covid e não testar positivo para a doença nenhuma vez também existem.

Outras razões para um falso negativo, segundo a infectologista, pediatra e professora da Universidade de Vila Velha (UVV), Jaqueline Rueda Oliveira, são problemas no exame e o dia que a pessoa foi fazer o teste.

“O teste pode estar inválido. Mas isso é facilmente detectável, já que todo teste tem que parecer uma linha de controle. Outra é o paciente estar procurando fazer o exame de forma muito precoce, quando tem pouca carga viral”, afirma.

A respeito do dia em que a pessoa deve fazer o teste, Jaqueline explica que, com a Ômicron, o ideal é procurar fazer o exame entre o terceiro e o quinto dias de sintomas. Sendo recomendado que a pessoa sintomática até lá fique em isolamento e evite o contato com outras pessoas.

QUARENTENA

Com tantas variantes, o tempo de quarentena virou uma dúvida recorrente nas pessoas. Segundo os especialistas, isso depende de uma série de condições, mas um período de cinco a sete dias costuma ser o suficiente para a maioria das pessoas. 

Porém, de acordo com Crispim Cerutti Junior, sem o parâmetro do exame positivo, a pessoa precisa se guiar pelo comportamento clínico. Então, é de bom senso se manter pelo menos 24 horas isolado até o fim dos sintomas.

“Você tem cinco dias de doença. Parou de ter os sintomas por 24 horas. Faça o exame. Se for negativo, está encerrado o isolamento. Por outro lado, deu positivo, chegou no sétimo dia, está sem sintomas há pelo menos 24 horas, não precisa fazer o exame e pode terminar o isolamento.” completa.

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