A Polícia Civil investiga denúncias de maus-tratos em um hotelzinho infantil em Linhares, no Norte do Espírito Santo. O Conselho Tutelar do município, que acompanha o caso, informou que mães de crianças que frequentam o local relataram que uma das cuidadoras teria lançado perfume nos olhos de seus filhos. O bairro e o nome do espaço e dos envolvidos não estão sendo divulgados para preservar a identidade dos menores, conforme o
Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad).
A mãe de uma das crianças contou que, ao buscar a filha por volta das 16h30 de quarta-feira (3), encontrou a menina com um dos olhos inchados e avermelhados. A criança relatou ardência e afirmou que uma funcionária havia utilizado perfume. A mulher acionou a direção do hotelzinho, que informou já ter desligado as cuidadoras envolvidas.
A Polícia Militar (PM) esteve no hotelzinho na noite de quarta-feira, quando, segundo a corporação, um grupo de pais estava em frente ao estabelecimento após a divulgação de um vídeo nas redes sociais que mostraria crianças se queixando após o ocorrido. A corporação informou que orientou os pais de que, por não haver indícios de flagrante, não seria possível conduzir imediatamente qualquer suspeito. O caso foi registrado em boletim e encaminhado à autoridade policial competente.
O chefe da Delegacia Regional de Linhares, delegado Fabrício Lucindo, afirmou, em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (4) ao repórter Vitor Recla, da TV Gazeta Norte, que as crianças passarão por exames periciais e que as imagens enviadas serão analisadas. Segundo ele, além de apurar quais crimes as funcionárias possam ter cometido, a Polícia Civil trabalha em conjunto com a Prefeitura de Linhares para fiscalizar o local.
A Prefeitura de Linhares afirmou que equipes de fiscalização da administração municipal estiveram no hotelzinho na manhã desta quinta-feira (4) e constataram que o estabelecimento não possuía alvará sanitário para funcionamento. “Diante da irregularidade, as atividades do estabelecimento foram imediatamente suspensas”, informou o município em nota.
O caso segue sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar e pela Polícia Civil, que adotam medidas para garantir a segurança e os direitos das crianças e adolescentes. A situação também foi comunicada ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES). A instituição foi procurada por A Gazeta, mas não se manifestou até a publicação desta matéria.
*Com informações do repórter Vitor Recla, da TV Gazeta Norte