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Otimismo

Pesquisadores projetam mudanças positivas para a Saúde a partir de 2021

Eles apontam perspectivas positivas após tantos meses convivendo com incertezas sobre o coronavírus e preocupação com a saúde coletiva

Publicado em 01 de Janeiro de 2021 às 08:44

Isaac Ribeiro

Publicado em 

01 jan 2021 às 08:44
Coronavírus
Covid-19: doença se alastrou pelo mundo todo, forçando mudanças de hábitos Crédito: rawpixel.com/Freepik
O ano de 2020 fica marcado pelo enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Para os capixabas, pelo menos até o carnaval, era inimaginável cogitar distanciamento social, suspensão das atividades comerciais, fechamento das escolas e o uso das inseparáveis -e obrigatórias - máscaras de proteção facial.
Depois do sufoco,  o início da aplicação da vacina contra a doença em países como Inglaterra e Estados Unidos alegram o mundo. No Brasil, no entanto, após travar discussões ideológicas e políticas, o governo federal apresentou o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19
Ainda não há data certa para compra das vacinas, mas a imunização dos brasileiros começará ano que vem. Essa é uma das boas novas que podem ser esperadas para 2021. Mas há outras perspectivas positivas após tantos meses convivendo com incertezas sobre o coronavírus e preocupação com a saúde coletiva. 
A Gazeta convidou professores na área da Saúde e pesquisadores que atuam diariamente no combate ao vírus, para apresentarem o que consideram que terá destaque em 2021. O imunologista, pesquisador e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Daniel Oliveira Gomes, diz que os reflexos estarão relacionados à busca de resposta para a nova doença.
"Basicamente, tudo foi paralisado e centralizado para a Covid-19. As questões médicas e tecnológicas estão voltadas para situações ligadas ao vírus. Teremos avanço no tratamento de pacientes diagnosticados com doenças respiratórias graças ao aprendizado durante o tratamento aos casos de coronavírus"
Daniel Oliveira Gomes - Imunologista
Para a doutora em Epidemiologia, professora e pesquisadora da Ufes, Ethel Maciel, a melhor notícia advinda das descobertas científicas é a vacina de RNA. "Ela abre uma possibilidade muito grande de termos vacinas para algumas doenças que, até então, não se conseguia inativar ou atenuar o vírus ou bactéria”, comemora.
O professor de Epidemiologia da USP, Expedito Luna, torce para que 2021 traga notícias de novas políticas públicas voltadas aos serviços de vigilância epidemiológica e identificação de doenças, como é o caso de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.
Para Pablo Lira, diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), 2021 vai fortalecer a importância da adoção das medidas de higiene, mesmo com a aplicação de vacinas. “Também vamos destacar a ampliação dos leitos de UTI e enfermaria para tratar casos de Covid, contratação de profissionais e a compra de ventiladores e respiradores”, pontuou.

Protocolo de higiene como hábito

A corrida pelo desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o coronavírus acelerou pesquisas e a produção de imunizantes com a aplicação de novas tecnologias. Especialistas apontam que os avanços científicos descobertos com os estudos realizados nos últimos meses e a criação da vacina de RNA podem proporcionar a fabricação de compostos imunizantes para outras doenças além da Covid-19.
A experiência obtida ao longo dos meses no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, sobretudo aqueles que ficaram internados na UTI, exigiu novas práticas de manejo nas doenças respiratórias. Ampliação de técnicas de pronação, adoção de corticóides e o momento certo da intubação são algumas lições que podem ser empregadas em outros tratamentos.
Para o enfrentamento à doença, mais de 600 leitos de UTI e enfermaria abertos nos hospitais administrados pelo Estado ficarão como legado após a pandemia. Há ainda possibilidade de que outros 100 novos leitos sejam entregues. Em abril de 2020, foi aberto um processo autorizando a contratação de até 2.000 cargos de nível superior e outros de níveis médio e técnico específicos para atendimento de Covid-19. O Estado adquiriu 460 respiradores e 135 ventiladores mecânicos portáteis para suporte. Esse legado ficará em 2021. 
O Brasil deverá ampliar ou avançar nas questões ligadas à vigilância epidemiológica, quando será possível, com mais agilidade e eficácia, identificar os casos leves de infectados por Covid-19, fazer o diagnóstico dessas pessoas e de quem está convivendo com elas, e convencer o isolamento voluntário. O foco deve ser evitar que os quadros evoluam ao ponto da necessidade de internação.
Especialistas em saúde alertam que, mesmo após o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, as pessoas não poderão abandonar os cuidados com a higiene pessoal, como a lavagem das mãos com água e sabão, o uso do álcool e das máscaras. Há expectativa de que essas medidas sejam adotadas em casos de qualquer apresentação dos sintomas gripais, como coriza e tosse, por exemplo.

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