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"Diferentona"

Incaper explica nuvem em formato de funil que apareceu no litoral Sul do ES

A formação diferente no céu chamou a atenção de moradores de Piúma e Marataízes nesta segunda-feira (17), que registraram imagens da nuvem. Veja fotos

Publicado em 17 de Agosto de 2020 às 13:55

Redação de A Gazeta

Publicado em 

17 ago 2020 às 13:55
Nuvem  do tipo Autocumulus Stratiformis apareceu no céu de cidades do sul do Espírito Santo
Nuvem do tipo Autocumulus Stratiformis apareceu no céu de cidades do sul do Espírito Santo Crédito: Internauta
Uma nuvem "diferentona", que mais parece a palma de uma árvore ou um funil, apareceu no céu de algumas cidades do litoral sul do Espírito Santo na manhã desta segunda-feira (17). A formação diferente no céu chamou a atenção de moradores dos municípios de Piúma e Marataízes.
O estudante de arquitetura Abner Matteini, de 31 anos, conta que foi a esposa quem lhe mostrou a nuvem, logo no começo do dia, por volta das 6h30. Morador do bairro Niterói, em Piúma, ele afirma que por lá todo mundo fez questão de fotografar o céu.
"A nuvem estava muito evidente no céu, aí fotografamos. Por aqui todo mundo já tirou foto, colocou na rede social e está curioso para saber o que é, para entender que nuvem é essa. Nunca tinha visto uma assim", diz.

NÃO ESTÁ ASSOCIADA A TEMPESTADES

Para ajudar o Abner e os demais capixabas curiosos, a reportagem procurou o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para explicar que nuvem é essa. 
De acordo com o coordenador de Meteorologia do Incaper, Hugo Ramos, trata-se de um tipo especial de nuvem do tipo Autocumulus Stratiformis (Fallstreak). Segundo ele, a formação dessa nuvem não está diretamente associada à formação de tempestades, mas à presença de cristais de gelo.
"O buraco ao qual foi associado a uma 'palma' ou 'funil', foi preenchido por cristais de gelo, que dependendo do ângulo de obtenção da imagem, causou um efeito de iridescência que contribuiu para a beleza da imagem. Geralmente, as nuvens deste tipo apresentam-se expandidas em camadas, ou em lençol horizontal de grande extensão, muitas vezes com ondulações. Considerando a dinâmica da atmosfera, não é possível afirmar que seja um fenômeno raro", explicou.
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