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Lesões na pele

Esporotricose: casos de pessoas com doença comum em gatos sobem em Linhares

Micose subcutânea surge quando fungo do gênero Sporothrix entra no organismo, por meio de ferida na pele, e é transmissível; município já registrou 49 casos da doença desde 2022
Roberta Costa

Publicado em 

28 abr 2023 às 10:00

Publicado em 28 de Abril de 2023 às 10:00

Esporotricose: casos de doença transmitida por fezes de casos sobem em Linhares
Esporotricose: casos de doença transmitida por fezes de casos sobem em Linhares Crédito: Divulgação/Prefeitura de Linhares
A Prefeitura de Linhares está em alerta devido ao aumento de casos de esporotricose na cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, desde o início do ano passado já foram registrados 49 casos da doença – transmitida por arranhões de espinhos, palha ou pedaços de madeira, e também arranhaduras ou mordidas de gatos.
Por meio da Vigilância Epidemiológica, a Secretaria de Saúde de Linhares afirma que a população deve ter atenção à prevenção e diagnóstico da doença. A esporotricose é uma micose subcutânea causada pelo fungo do gênero Sporothrix, causando lesões na pele – que se espalham pelo corpo – e, em casos mais graves, pode afetar os pulmões (provocando tosse, falta de ar, dor ao respirar e febre).
A diretora da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Linhares, Jackelene Ramos, explica que a doença tem como primeiro sintoma pequenas lesões, que, posteriormente, crescem. As feridas podem se manter por meses sem o sinal de melhora, sendo necessário o tratamento.
"A esporotricose começa com pequenas lesões, na maioria das vezes ramificadas, em forma de ramos, que aumentam e se tornam feridas que podem se manter por dias, e até meses, sem sinal de melhora. A doença precisa ser diagnosticada e tratada. O tratamento é extenso e feito por meio de antifúngicos específicos para a doença. As pessoas com suspeitas da enfermidade devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação e conduta"
Jackelene Ramos - Diretora da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Linhares
Jackelene ressalta que a população deve se manter em alerta e que os munícipes que apresentarem suspeitas de esporotricose devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para serem realizados exames clínicos. Caso a doença tenha o diagnóstico positivo, o tratamento com antifúngicos deve ser iniciado, podendo durar de três a seis meses.
Os moradores devem se atentar também aos animais infectados, que também podem apresentar as lesões.
"Nesse caso, a orientação é que o dono do animal procure o Centro de Controle de Zoonozes (CCZ), no bairro Três Barras, para que seja feito o diagnóstico e conduta dos felinos"
Jackelene Ramos - Diretora da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Linhares

Especialista alerta

Segundo a médica veterinária e mestre em esporotricose felina Amanda Maria Miranda, antigamente a doença era conhecida como "doença do agricultor", pois, ao entrar em contato com a terra – local onde fungo costuma se alojar – e, consequentemente, se machucar ou se arranhar com espinhos, palha ou lascas de madeira, a pessoa acabava se contaminando.
"O ambiente é o grande vilão da esporotricose, pois esse fungo gosta de matéria orgânica e de ficar no ambiente. Tanto é que não conseguimos tirar ele [o fungo] da terra ou do casco de uma árvore contaminada", explicou a veterinária, que também é especialista em medicina felina.
De acordo com a veterinária, o hábito dos gatos de cavar a terra pode acabar gerando micro traumas nas unhas do animal. Com o ambiente contaminado pelo fungo, ele se contamina. Dessa forma, ao brigar com outros felinos na rua ou até mesmo ao arranhar e morder um humano, a contaminação se propaga.
"Os felinos são sensíveis ao fungo, pois uma carga baixa [do fungo] já é capaz de causar a esporotricose no gato. Por isso, vimos muitos gatos machucados, com feridas ulcerativas – como se fosse de queimadura ou atropelamento"
Amanda Maria Miranda - Médica veterinária, mestre em esporotricose felina e especialista em medicina felina
A veterinária salienta para que, em hipótese alguma, as pessoas abandonem ou doem os seus gatos por medo da doença, pois essa não é a prática que deve ser tomada. "É errôneo associar os felinos como transmissores da esporotricose, já que eles também são sensíveis ao fungo", finalizou.

Correção

28/04/2023 - 6:39
Após publicação desta matéria, veterinária especialista em esporotricose explicou que a doença é, na verdade, transmitida por arranhões de espinhos, palha ou pedaços de madeira, e também arranhaduras ou mordidas de gatos – não por meio de fezes dos felinos, como informado na versão anterior desta reportagem. O texto foi corrigido.

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