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Cristóvão Colombo

Desabamento em Vila Velha: prazo para laudo da tragédia é prorrogado

Imóvel de três andares desabou após explosão e matou três pessoas de uma mesma família; só uma mulher sobreviveu

Publicado em 11 de Maio de 2022 às 17:42

Larissa Avilez

Publicado em 

11 mai 2022 às 17:42
Bombeiros trabalham no resgate dos sobreviventes do desabamento em Cristóvão Colombo
Escombros de prédio de três andares que desabou em Vila Velha Crédito: Vitor Jubini
O Corpo de Bombeiros estendeu por mais 20 dias o período para a conclusão do laudo pericial que indicará a causa do desabamento de um prédio em Vila Velha que matou três pessoas da mesma família. Em princípio, o prazo seria encerrado nesta quinta-feira (12), mas foi prorrogado devido à complexidade do caso.
À ocasião da tragédia, os militares trabalhavam com três hipóteses  para o desabamento, mas, durante os trabalhos de perícia, duas já foram descartadas: a que estaria relacionada ao uso de materiais de soldagem no imóvel e a de vazamento de Gás Veicular Natural (GNV) de um carro que estava na garagem do prédio. Agora, a corporação trabalha apenas com a hipótese de vazamento de gás de cozinha.
"O gás natural veicular foi descartado porque o veículo encontrado no prédio não era movido por esse tipo de combustível. Já os equipamentos de solda foram apenas materiais recolhidos em um primeiro momento como evidências, mas sem relação com a explosão", explicou a tenente Andresa Silva.
Sob os escombros, a equipe encontrou duas botijas de gás liquefeito de petróleo (GLP) de 13 kg. "Elas estavam intactas, mas o gás vaza e acumula no ambiente. Se a pessoa oferecer uma fonte de calor, como o acender uma lâmpada, ligar o fogão ou até um atrito do calçado, pode haver a explosão", explicou.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, há uma espécie de força-tarefa para tentar identificar as circunstâncias que geraram a explosão que antecedeu o desabamento. Ao todo, a equipe é formada por nove profissionais: sete peritos e dois inspetores — todos dedicados exclusivamente a este caso.
"Ainda precisamos analisar diversas documentações que já reunimos, incluindo fotos, vídeos e o depoimento da sobrevivente. Há a possibilidade de suspender o prazo em casos excepcionais, mas acredito que os 20 dias serão suficientes para concluir o laudo. Outros detalhes só no final", afirmou a tenente Andresa.

RELEMBRE A TRAGÉDIA

O desabamento do prédio de três andares aconteceu na manhã do dia 21 de abril deste ano, no bairro Cristóvão Colombo, em Vila Velha. Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento exato da tragédia e revelam que houve uma explosão pouco antes de o imóvel ir abaixo.
Em um total de quase 20 horas de operação, o Corpo de Bombeiros conseguiu resgatar a doceira Larissa Morassuti com vida e retirou três parentes dela dos escombros, mas que morreram ainda no local:
  • Eduardo Cardoso, de 68 anos (pai);
  • Camila Morassuti Cardoso, de 36 anos (irmã);
  • Sabrina Morassuti Lima, de 15 anos (sobrinha).
A adolescente chegou a ser encontrada com vida e uma médica tentou ajudá-la ainda sob os escombros. No entanto, ela não resistiu e acabou morrendo no local. O idoso foi o último a ser achado, já na madrugada seguinte. Tanto ele quanto a mãe da menina foram encontrados mortos.
Ao todo, 29 moradores do entorno tiveram que deixar as casas por precaução, mas foram liberados a retornar após uma vistoria da Prefeitura de Vila Velha. Apenas um imóvel desocupado seguia interditado na sexta-feira (22). A limpeza do local e a liberação da rua foram feitas pelo próprio município.
Desabamento em Vila Velha - prazo para laudo da tragédia é prorrogado
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