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Criança internada com meningite B recebe alta em Vila Velha

Criança internada com meningite B recebe alta em Vila Velha

Heitor Lopes de Souza, de 3 anos, foi diagnosticado com meningite B e estava internado no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba); médica alerta para o diagnóstico precoce

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 09:25

A criança de 3 anos, diagnosticada com meningite tipo B, vai receber alta nesta sexta-feira (20). Heitor Lopes de Souza foi internado na madrugada do dia 2 de fevereiro no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), onde passou por tratamento.

Depois de dias marcados por apreensão, Luana Lopes finalmente respira aliviada. O filho dela, Heitor Lopes de Souza, de 3 anos, diagnosticado com meningite tipo B, recebeu alta nesta sexta-feira (20). “É como se eu tivesse ganhado ele de novo”, resume a mãe, ao relembrar o desespero vivido desde a madrugada do dia 2 de fevereiro, quando o menino precisou ser internado no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha

Luana contou que os primeiros sinais apresentados por Heitor foram convulsões e febre. Ele foi levado ao Pronto Atendimento (PA) de Alto Lage, em Cariacica, e, em seguida, encaminhado ao Himaba. No hospital, recebeu o diagnóstico e iniciou o tratamento.

Ele teve convulsão em casa e meu mundo caiu. Quando chegou no Himaba, convulsionou de novo. Foram dias de muita apreensão. A equipe do hospital foi maravilhosa. Foram rápidos no atendimento e no controle do caso dele

Luana Lopes

Mãe

Segundo a mãe, a primeira coisa que Heitor pretende fazer ao chegar em casa, em Cariacica, é pular na cama da avó. Os pais do menino são de Governador Valadares, em Minas Gerais, e se mudaram para o município em setembro do ano passado. 

Heitor Lopes de Souza, de 3 anos, e mãe Luana Lopes
Heitor Lopes de Souza, de 3 anos, e mãe Luana Lopes Crédito: Alberto Borém

O caso de Heitor se trata da forma bacteriana da doença, considerada grave e de alta transmissibilidade. Ele foi assistido por uma equipe multiprofissional do Himaba, e as pessoas que tiveram contato próximo receberam medicação preventiva, seguindo as normas técnicas do Ministério da Saúde.

Em entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta, a médica Vanuza Guasti explicou que o principal fator para a cura da doença é o diagnóstico precoce. “Felizmente, apesar de o Heitor ter chegado em estado grave, a equipe fez o diagnóstico precoce. Com o tratamento, tivemos sucesso e podemos dar alta para ele em boas condições clínicas”, afirmou.

A médica também alertou os responsáveis para que fiquem atentos aos sinais da doença, como febre persistente, convulsão e prostração.

“A criança deve ser levada ao pronto-socorro. Os profissionais conhecem os sinais de alerta e têm condições de realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento precoce”, orientou Vanuza Guasti.

Números da meningite no ES

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), este ano, até o dia 7 de fevereiro, foram notificados no Espírito Santo 101 casos suspeitos, 19 confirmados e 4 óbitos por meningite, entre viral, bacteriana e fúngica. Em relação ao perfil, dos 19 casos confirmados, 16 são masculinos e 3 femininos, sendo quatro na faixa etária de 0 a 5 anos; dois de 6 a 17 anos; 11 casos de 18 a 59 anos; e dois na faixa etária de 60+. Quanto aos óbitos, três são masculinos e um feminino, sendo três da faixa etária de 18 a 59 anos e um de 60+.

A Sesa esclarece que a vacina meningocócica com sorogrupo B para meningite ainda não é ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apenas na rede privada, e que a incorporação de imunizantes ao SUS é realizada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Entretanto, mesmo não havendo a oferta na rede pública, a Sesa reforça a importância de manter o cartão vacinal atualizado para as vacinas disponíveis, uma vez que o sorotipo mais prevalente no Estado é o C, e há a oferta de imunizantes para este sorotipo.

Além do cartão imunizado, a Sesa reforça também a manutenção de coberturas ideais de vacinação, e a adoção de práticas de higiene respiratória como medidas de prevenção às meningites. Pelo SUS, há a oferta das vacinas contra a Meningocócica C (Conjugada); Meningocócica ACWY; BCG; Pneumo (10); e Pentavalente, todas elas voltadas ao enfrentamento da meningite.

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