Correção
13/02/2026 - 10:09
A primeira versão da matéria trazia no título e no texto que o estado de saúde da criança com suspeita de meningite B era grave e que ela estava na UTI. No entanto, ainda na manhã desta sexta (13), a assessoria de imprensa do hospital, apesar de não poder detalhar o atual estágio clínico do paciente, em observância à Lei Geral de Proteção de Dados, informou que o quadro clínico, no momento, não apresenta gravidade.
Uma criança está sendo acompanhada por equipe médica do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, com suspeita de meningite tipo B. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
O caso se trata da forma bacteriana da doença, considerada grave e de alta transmissibilidade. O hospital já realizou a notificação ao Sistema de Informação em Saúde e-SUS Vigilância em Saúde, conforme determina o protocolo. A Sesa informou ainda que todas as pessoas que tiveram contato próximo com a criança receberam medicação preventiva, como medida de precaução e controle.
Em entrevista ao Bom dia ES, da TV Gazeta, a pediatra Karoliny Veronesi deu detalhes sobre a doença e sobre como a meningite pode ser perigosa.
A meningite é uma infecção bacteriana das meninges no cérebro, e pode pegar a medula espinhal, extremamente grave, com alta taxa de mortalidade, mais de 20%. E a meningite quando não mata, deixa sequelas, como surdez, perda de membros, lesões no sistema nervoso central
Conforme Karoliny Veronesi, ainda não se sabe o histórico de vacinação da criança.
“A principal prevenção da meningite é a vacinação. Não existe outra forma de prevenção. Temos alguns sorotipos de meningite e os principais no Brasil é o tipo B (49%) e tipo C (41%), o restante fica com o AWY”, disse Karoliny Veronesi.
A vacina contra a meningite B (meningocócica B) não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para a população geral, sendo encontrada atualmente apenas na rede particular. O SUS oferece proteção contra os tipos C e AWY.
“É uma luta diária do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria, a inserção de todas as vacinas”, destacou.
Os sintomas da meningite são: febre alta, forte dor de cabeça, rigidez no pescoço e confusão mental. Em casos mais graves, podem surgir manchas vermelhas na pele e dores nas articulações.
É uma doença altamente contagiosa. Por isso, é necessário o isolamento das pessoas que tiveram contato com o paciente, além do acompanhamento durante o período de medicação preventiva.
“Não tem como fazer a vacina no momento, porque não vai fornecer essa proteção imediata. Por isso a necessidade de manter o calendário vacinal em dia e, se puder, investir nas vacinas que ainda não estão disponíveis no SUS.”
A meningite é transmitida por gotículas respiratórias ou por contato direto com secreções de pessoas infectadas.