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Covid-19: 1 em cada 10 capixabas já foi infectado pelo coronavírus

Nesta fase da pandemia, a Covid-19 atinge os mais jovens, que apresentam casos mais graves e podem até evoluir para óbito; doença também tem crescido no interior

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 10/04/2021 às 02h04
Pandemia no ES
O novo coronavírus já infectou mais de 400 mil pessoas no Espírito Santo. Crédito:  Infografia/A Gazeta

Pelo menos 10% da população do Espírito Santo já foi contaminada pelo novo coronavírus. É o equivalente a 1 em cada 10 capixabas. Nesta sexta-feira (09) o Estado alcançou um total de 401.033 casos confirmados da Covid-19, quase um décimo dos cerca de  4,1 milhões de habitantes, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

As últimas cem mil confirmações ocorreram nos meses de fevereiro e março, na fase mais agressiva da doença. E com um novo perfil: está atingindo pessoas mais jovens com quadros graves que até evoluem a óbito.

O Painel Covid-19 do ES, ferramenta da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) com dados da doença, revela que em março deste ano foi registrado o maior volume de confirmações de novos casos, justamente no mês considerado o mais mortal desde o início da pandemia.

De acordo com o infectologista Paulo Peçanha, 10% da população do Estado já desenvolveu anticorpos contra a doença. Mas o problema é que não dá para garantir que estejam imunes a novas infecções. “Ao se contaminarem adquiriram alguma proteção, mas ainda não sabemos quanto tempo dura esta proteção. E outro agravante é a circulação de novas variantes do vírus, mais contagiosas”, destaca.

Um aceno de esperança, pondera Peçanha, vem da vacinação. Até a tarde desta sexta-feira (09), 11% da população do Estado tinha recebido a primeira dose do imunizante. E outros 2,62% da população foi vacinado com a segunda dose, mas ainda precisam de pelo menos mais duas semanas para ter uma proteção maior. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa a partir de informações das secretarias estaduais de Saúde

“É muito pouco para a rapidez com que a doença cresce no Estado. Precisamos chegar a 70% ou 80% de vacinados para ter imunidade de rebanho”, destaca Peçanha.

EVOLUÇÃO DA DOENÇA

Em 17 de agosto do ano passado, seis meses após o primeiro registro de infecção por Covid-19 no Espírito Santo, o Estado bateu a marca de 100 mil contaminados pelo novo coronavírus. Um volume de pessoas que lotaria aproximadamente cinco estádios como o Kleber Andrade, em Cariacica, que tem 21.852 lugares.

Quase quatro meses depois é que o Estado chegou aos mais de 200 mil infectados pela doença. Um limite que foi superado na metade do tempo. Em 5 de fevereiro deste ano chegou-se aos 300 mil contaminados pela Covid-19. E agora, novamente, com pouco mais de dois meses, chegou-se a nova marca de 400 mil. Confira a evolução:

Outro dado que mostra a agressividade da doença é o número de registros diários. Nesta última semana tem sido registrado entre 2.400 a 2.500 novos casos da Covid-19 por dia. Nesta sexta-feira (09), foram 2.460.

E são nos grandes centros, inclusive no interior, que estão as dez cidades com o maior número de contaminados. A liderança fica com as cidades da Grande Vitória, que concentram a maior parte da população do Espírito Santo. Serra assumiu a liderança nesta sexta-feira (09). São elas:

  1. Serra - 49.808
  2. Vila Velha - 49.773
  3. Vitória - 43.516
  4. Cariacica - 30.776
  5. Cachoeiro de Itapemirim - 20.792
  6. Linhares - 19.826
  7. Colatina - 17.406
  8. Aracruz - 12.086
  9. Guarapari - 11.813
  10. São Mateus - 8.607

PERFIL DA CONTAMINAÇÃO NO ESTADO

O interior do Espírito Santo detém o maior número de infectados pelo novo coronavírus, com 227.160 (56,6%) dos casos confirmados da doença. Foram 36.472 registros só no mês de março. Na Grande Vitória foram 173.873 infectados (43,3%). Só em março foram 21.709 registros. Padrão semelhante ocorre com o número de óbitos.

O maior volume de infectados esta na faixa etária de 30 a 39 anos, com 97.403 registros. Seguidos pelos de 40 a 49 anos, com 80.151 ocorrências, e os casos de pessoas com idades de 20 a 29 anos, constatados em 72.453 registros.

Peçanha destaca que nesta fase da pandemia houve uma mudança no perfil dos contaminados pelo coronavírus. “Além do aumento de casos, houve mudança no perfil das pessoas que estão adoecendo e sendo internadas. São os mais jovens, apresentando casos mais graves e até evoluindo a óbito. Bem diferente do início da pandemia, quando a doença era mais agressiva com os mais idosos”, destaca.

Um exemplo ocorre em Linhares, onde pacientes mais jovens são maioria na UTI. Outro vem de Mantenópolis, onde uma jovem de 17 anos, morreu vítima da doença, poucas horas após dar entrada no Hospital Silvio Avidos, em Colatina, para onde foi levada.

Dentre os fatores, segundo ele, estão as novas variantes do vírus. E com um agravante, elas estão mais presentes nas cidades do interior do Estado, onde foram constatadas as novas variantes, incluindo a inglesa, que é mais contagiosa. “Os jovens estão se expondo mais e acabam se contaminando”, observa.

Dentre os infectados que possuíam algum tipo de comorbidade, as mais frequentes foram problemas cardiológicos (56.358 casos), diabetes (20.793), obesidade (9.823 casos), problemas pulmonares (9.623), tabagismo (5.678) e problemas renais (1.800). “As comorbidades aumentam as chances de complicações e até de evoluir a óbito”.

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