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Coronavírus: mais da metade da população do ES está normalmente nas ruas

Estado registra nova queda no isolamento social: taxa é de apenas 46,3%. Além da possibilidade de aumentar o ritmo de disseminação da Covid-19, não manter o distanciamento social pode afetara flexibilização de atividades do comércio

Publicado em 05 de Maio de 2020 às 21:07

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 mai 2020 às 21:07
No mundo pós-coronavírus, tendência é que o distanciamento social continue existindo embora as pessoas passem a valorizar mais os contatos pessoais
Governo ressalta que distanciamento social é fundamental para controlar o avanço do coronavírus Crédito: Gerd Altmann/Pixabay
O levantamento mais recente do governo do Estado, referente a esta segunda-feira (04), aponta que o índice de isolamento social no Espírito Santo caiu novamente, passando de 55,7% no domingo para 46,3%. O desrespeito às orientações de especialistas e instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS), para que fiquem em casa todos que puderem, compromete as medidas para controle do novo coronavírus em território capixaba.
Além da possibilidade de aumentar o ritmo de disseminação da Covid-19, com sobrecarga para o sistema de saúde - inclusive para atendimento a outras doenças, não manter o distanciamento social pode afetar ainda mais a flexibilização de atividades como a do comércio e de escolas. O governo ressalta que, no Espírito Santo, o isolamento deve ser de, no mínimo, 55%. O melhor resultado obtido no Estado foi no dia 22 de março, quando se alcançou 72,68% da população.
Na Grande Vitória, onde o risco de contágio é classificado como alto, nenhum município apresenta bom indicador. A Capital é a que tem o melhor resultado, com 46,7%, mas ainda assim quase 10 pontos percentuais abaixo do necessário. Em Viana o índice está em 45,6%; Vila Velha 45,5%; Cariacica, 42,8%; Serra, 42,6%; e Fundão, 42,2%. Também com a mesma classificação de risco, Alfredo Chaves cumpriu melhor as orientações nesta segunda, e 59,6% dos moradores permaneceram em casa. 
O levantamento é feito pelo governo do Estado, em parceria com as operadoras de telefonia móvel, diariamente. O deslocamento dos usuários de celulares é monitorado, mas os dados são reunidos sem a identificação do cliente para manter o direito à privacidade. O percentual refere-se ao número de pessoas que permaneceram em casa durante o dia. As informações são sempre fornecidas no dia seguinte ao monitoramento. 

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