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"Rei da cocada"

Com cocada e pé de moleque, família fatura R$ 10 mil mensais vendendo doces no ES

A ideia iniciada no Norte do Estado, foi levada para o Litoral Sul capixaba e os saborosos doces produzidos há mais de duas décadas já chegaram até na Europa

Publicado em 07 de Outubro de 2023 às 09:31

Beatriz Caliman

Publicado em 

07 out 2023 às 09:31
É da beira das rodovias que o senhor Valdeci Belo, de 57 anos, tira o sustento dele e dos três filhos. Há mais de duas décadas, ele faz cocadas e pés de moleque para vender em barraquinhas. A ideia, que começou no Norte do Estado, foi também levada para o litoral Sul capixaba. Os doces, conta orgulhoso, já ultrapassaram as fronteiras brasileiras e chegaram até na Europa.
Família fatura R$ 10 mil por mês vendendo doces na beira de estrada no ES
Família fatura R$ 10 mil por mês vendendo doces na beira de estrada no ES Crédito: Carlos Barros
Valdeci conta que o começo, há 25 anos, não foi fácil, pois não acreditavam que a ideia simples poderia virar um negócio de família. 
"Comei em Aracruz, no Norte do Estado, e chegamos ao Sul. Hoje, tiramos daqui a renda da família. Para mim é um orgulho. Por vezes somos desacreditados do que fazemos. Sofri descriminação no começo e achavam que não ia dar certo. Hoje, fico emocionado ao ver eles trabalhando comigo também"
Valdeci Belo - Empreendedor 
A família vende as cocadas tradicionais, de coco queimado e maracujá, além do pé de moleque em barracas em Aracruz, Marataízes, Itapemirim, Guarapari e Piúma. E, as receitas do senhor Valdeci caíram no gosto das pessoas. Por dia, são vendidos 400 doces e na alta temporada, durante o verão, chega a 1,2 mil unidades, chegando a faturar R$ 10 mil por mês. A produção da família, conta ele, já foi encomendada apar ser levada por brasileiros à Itália, Inglaterra e até Canadá.
Filho do empreendedor, Bruno dos Santos
Filho do empreendedor, Bruno dos Santos vende os doces produzidos pela família Crédito: Carlos Barros
Para dar conta de toda produção, Valdeci conta com a ajuda dos três filhos, que além de colocar a mão na massa (e no tacho), são os vendedores nos pontos. “Trabalhamos de terça a domingo, cada um faz sua parte. Eu e meus irmãos pretendemos e vamos continuar esse trabalho”, disse David dos Santos, que fica em Itapemirim.
Quem prova, sempre volta a comprar. É o que diz o policial militar César da Silva, que sempre encosta o carro ao passar pelo local para comprar doces. “Já conheço e sempre que passo eu compro. A qualidade é ótima”, disse em entrevista ao repórter da TV Gazeta Sul, Matheus Passos.
O que antes era necessidade para sustentar a casa, hoje é motivo de orgulho para o outro filho do empreendedor, Bruno dos Santos, que fica na rodovia Cachoeiro a Marataízes. Legado que ele não vai deixar se perder.
“A gente trabalha em família, com o que gostamos e amamos. A cocada hoje é um patrimônio de nossa família, a convivência é maravilhosa. É um orgulho, de Aracruz até o Sul, ouvimos falar bem dos doces dele, conhecido como o rei da cocada. É nosso orgulho”, disse Bruno.
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