Para evitar desastres em áreas de risco de Vitória, 125 imóveis serão reconstruídos e melhorados, segundo anunciou para A Gazeta o secretário municipal de Obras, Gustavo Perin. A prefeitura lançou o Programa Casa Feliz e Segura nesta quarta-feira (24). O programa vai abrir editais de contratações para intervir nas áreas de risco da Capital.
O programa promete zerar a fila de espera de reconstrução, de famílias que aguardam há mais de 14 anos, além de construir 120 módulos sanitários e melhorar e reformar, aproximadamente, 1.500 moradias de famílias de baixa renda.
Segundo Perin, as ações serão divididas em duas vertentes: intervenções por meio da construção de encostas nas áreas de risco alto e muito alto e também reconstrução e melhorias de imóveis.
“Com o Programa Casa Segura, a expectativa é zerar as áreas de maior risco de desastres por meio de intervenção, em até dois anos e meio. Paralelo a isso, queremos reconstruir e melhorar 125 imóveis a fim de dar a essas famílias dignidade e segurança para morar”, explica. A prefeitura afirma que esse já é o maior programa habitacional da história da cidade.
Na Capital, de acordo com o Secretário de Obras de Vitória, Gustavo Perin, cerca de 1300 pessoas vivem em áreas de risco alto e muito alto.
“A Defesa Civil de Vitória realiza um monitoramento dessas regiões de forma permanente e contínua, que estão localizadas principalmente nas encostas da cidade”, salienta.
O secretário especifica ainda que Vitória tem 54 áreas de risco alto, onde estão localizados 446 imóveis que podem ser afetados por desastres naturais, e 13 áreas de muito alto, no qual 93 imóveis podem ser atingidos nas mesmas condições.
Na reconstrução e melhorias dos imóveis, o secretário diz ainda que, ao ser feito, a família vai receber amparo da prefeitura para, durante o período de obra em sua casa, ter outro local para morar.
Após a licitação do edital, a prefeitura prevê que, até o final de 2022, pelo menos 20 intervenções sejam feitas nas áreas de risco muito alto, minimizando os impactos para as famílias que vivem nessas regiões.