ASSINE

Região Serrana: um pouco da Europa no Sul do Espírito Santo

Empresários da Região Serrana criam estratégia para receber turistas para movimentar o fluxo econômico da região das montanhas capixabas

Publicado em 02/09/2020 às 17h01
Atualizado em 02/09/2020 às 17h05
Foto Belezas do Sul
Restaurante do Chef Ari, localizado em Domingos Martins. Crédito: Chef Ari

As montanhas desenham paisagens verdes. O clima mais frio dá sensação agradável de aconchego. Passar pelas cidades que compõem a Região Serrana do Estado é contemplar um pedaço da Europa no Brasil. Muito disso é devido a forte imigração europeia dessas cidades, que hoje, são referência no turismo de todo o país. Uma das cidades que representam bem tudo isso é Venda Nova do Imigrante.

O município é conhecido como a Capital Nacional do Agroturismo, e é da terra que vem a força econômica da cidade. Foi por meio do que é produzido no campo, que a cidade cresceu. Um dos atores que ajudaram foi o agricultor e empresário Leandro Carnielli, um dos primeiros a montar uma agroindústria na região. Como tanto outros, foi pego de surpresa com a pandemia do novo coronavírus.

“Desde março o turismo teve um apagão, no início de julho começamos a ver o movimento voltar. Sabemos que é o momento do turismo interno, estamos esperando receber turistas de até 500 km, que conseguem vir de carro, sem precisar de contato com outras pessoas”. explica Leandro.

Mesmo com o retorno tímido dos turistas, os cuidados nos empreendimentos do setor estão seguindo todos os protocolos dos órgãos de saúde. Os locais que recebem pessoas colocaram álcool gel, determinaram o uso de máscaras, limitaram o número de clientes em um mesmo ambiente.

Mudanças

Há quatro anos no mercado de agroturismo, a empreendedora Mariana Bissoli, vende receitas de família, como geleias, antepastos, molhos, caldos, um total de 40 produtos em uma loja dentro da propriedade, na zona rural de Venda Nova. Acostumada a receber os turistas, mostrar tudo e levá-los às plantações, teve que se reinventar neste momento.

Foto Belezas do Sul
Restaurante Chef Ari

“Precisamos nos adaptar, principalmente na parte da tecnologia e no delivery. Antes as pessoas vinham até o empreendimento para adquirir os produtos. Com a pandemia ficamos a ver navios! Então, procuramos fazer alguns cursos gratuitos na internet para poder melhorar a parte digital e investir no delivery, modulando as entregas de acordo com a data e horário que os clientes preferem”, contou.

Porém, ela não é a única que tem criado novas formas de gerar renda e manter a economia da região Serrana, que representava quase 2,5 % do Produto Interno Bruno - soma dos bens e serviços finais produzidos - do Espírito Santo. Aos pés da majestosa Pedra Azul, em Domingos Martins, está o restaurante do Chef Ari Cardoso, inaugurado há um ano, e mesmo com pouco tempo de estrada, precisou fortalecer suas formas de venda.

Foto Belezas do Sul
Dadinhos de tapioca. Crédito: Chef Ari

“Começamos a trabalhar com muito delivery, comidas congeladas, a fim de levar o nosso produto que é conhecido para a residência das pessoas. Acredito que a covid-19, tem seu lado negativo sim, mas também tirou muita gente do conforto”, ressalta.

E assim como o chef que é um apreciador das belezas e da gastronomia da Região Serrana, quem é da terra, e está se adaptando às mudanças vislumbra um futuro, ainda melhor e mais tecnológico. “No mercado de hoje, precisamos estar em constante evolução e a tecnológica é a mais importante nessa pandemia”, finaliza Mariana.

A Gazeta integra o

Saiba mais
Belezas do sul

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.