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Toro, nova aposta do metal mundial, tem vocalista capixaba

Nascido em Iúna, Rodrigo Carvalho mora nos EUA há 12 anos e, ao lado de sua banda, prepara um disco que será lançado por gigante do metal mundial

Publicado em 02/01/2019 às 15h56
Rodrigo Carvalho (no centro), acompanhado de Adam Mitchell, Pablo Davila,  Bruno Segovia e Jason Belisha. Crédito: Nuclear Blast/Divulgação
Rodrigo Carvalho (no centro), acompanhado de Adam Mitchell, Pablo Davila, Bruno Segovia e Jason Belisha. Crédito: Nuclear Blast/Divulgação

Caçador de novos talentos do rock, o produtor executivo Monte Conner (ex-Roadrunner Records e atualmente na Nucelar Blast) tirou bandas como Sepultura e Slipknot do underground e as levou aos grandes festivais. Tantos anos depois da parceria com os irmãos Cavalera, ele assina pela primeira vez outro contrato com um brasileiro: Rodrigo Carvalho é capixaba, natural de Iúna, e atual vocalista da banda Toro, de Atlanta, nos Estados Unidos.

O capixaba de 36 anos mora por lá há 12, onde atua como professor de inglês, e há menos de dois anos resolveu reacender o fascínio pela música. No Brasil, durante sua juventude em Vitória, sempre participou da cena local. Tocou em bandas de garagem, como Scream Pain, frequentava os shows nos extintos Camburi Vídeo e Sala 11.

“Depois que fui para os Estados Unidos larguei a música totalmente e dei prioridade à vida acadêmica. Depois que me arrumei profissionalmente, percebi que estava triste porque não estava fazendo música. Aí comecei a procurar anúncio no jornal, na internet, para encontrar outros músicos e bandas”, conta.

Foi justamente assim que ele encontrou os integrantes da banda Toro, ainda estava em fase de formação e em busca de um vocalista. Ao ouvir o refrão de uma música (“Painting With Shadows”), Rodrigo correu atrás da banda e fez um “teste”, mas há 10 anos longe da música, acabou não passando. Mas ele não desistiu.

INSISTÊNCIA

Rodrigo começou a participar de outras bandas menores, passou a malhar na academia para melhorar a resistência física, fazer aula de canto e se atualizar com as novas tecnologias do ramo. Em um ano ele foi de “amador a profissional” e quando o então vocalista do Toro, Zack Hembree, decidiu sair do grupo, Rodrigo foi acionado novamente, e agora estava pronto.

“Quando ouvi aquele refrão da primeira vez eu sabia que o negócio ia dar certo. O riff foi o suficiente pra mim porque não tinha ninguém fazendo esse som e o metal precisa de algo diferente”, conta.

A banda atualmente é formada por Rodrigo (voz), Adam Mitchell (guitarra e voz), Pablo Davila (guitarra), Bruno Segovia (baixo) e Jason Belisha (bateria). O Toro, antes da entrada de Rodrigo, já tinha um EP independente com quatro músicas, produzido por Matt Bayles, que mixou bandas como Soundgarden. Foi Matt quem enviou o material para Monte Conner, hoje presidente da gravadora Nuclear Beast, casa de nomes como Anthrax, Benediction, Testament, Sick of it All, Halloween, Comeback Kid, entre outras.

 

“O Monte gostou, mas achava que faltava algo no EP. Depois que eu entrei pra banda gravamos uma primeira demo e mandamos. Ele disse: ‘agora vocês estão prontos’”, entrega Rodrigo.

Em fevereiro de 2019, o Toro começa a gravar na Califórnia com produção de Steve Evetts, produtor que ajudou a consolidar o som pesado no anos 2000, mas que também trabalhou com bandas como The Cure. O grupo já tem 12 demos prontas para levar para o estúdio. Com o disco em mãos, o próximo passo será uma turnê, uma mudança e tanto na vida de Rodrigo.

“No grupo tem enfermeiros, gerente de armazém e fotógrafo freelancer. Nós tínhamos uma vida normal e mudou tudo. Virei adolescente e quero viver tudo de novo. Esse negocio de ficar velho não tá com nada!”, brinca.

O som de Toro é o que Rodrigo gosta de chamar de “metal total”. Na banda há músicos do Chile, da Argentina, dos Estados Unidos e, claro, do Brasil. O resultado é um som que une rock clássico, ritmos latinos, jazz e metal pesado. “Acho que eu trouxe mais punk/hardcore para banda. Que era mais a cena de Vitória da minha época. E também essa coisa brasileira da facilidade com os ritmos”, diz.

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