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Cinema

'Te Peguei' traz história real em comédia de absurdos

Comédia se baseia na história de grupo de amigos que brinca anualmente de pique-pega

Publicado em 24 de Agosto de 2018 às 23:21

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 ago 2018 às 23:21
Te Peguei! Crédito: WARNER BROS.
Há filmes que são baseados em histórias tão estranhas que parecem mentira, tanto que certas obras amenizam alguns acontecimentos para não parecerem fantasia e comprometer o roteiro. Isso ocorreu com resultados distintos no péssimo “Grandes Olhos”, de Tim Burton, e no bom “Feito na América”, de Doug Liman – outro filme que também utilizou esse recurso foi “Até o Último Homem”, de Mel Gibson, vencedor de dois Oscar.
“Te Peguei!”, em cartaz no Estado, é baseado em uma história daquelas que parecem o mais incomum possível, mas não são mera ficção. A trama envolve cinco amigos que durante décadas organizam uma vez no ano uma brincadeira pique-pega. Porém, um deles – ainda invicto no jogo – resolve acabar com essa tradição, fazendo com que os outros companheiros se reúnam mais uma vez para finalmente “pegarem ele”.
A loucura da sinopse esconde vários problemas. O filme é, narrativamente, uma bagunça, mostrando a inexperiência do diretor Jeff Tomsic, que se perde na forma de contar a história. Ele começa apresentando a trama por uma personagem secundária, transparecendo que o filme seguiria por uma visão de fora para dentro do conflito.
Todavia, essa abordagem é logo descartada e o longa vira uma espécie de road movie, o que também não dura muito tempo – pouco depois a produção troca para uma abordagem meio documentarista apenas para, cinco minutos depois, esquecer o aspecto documental para investir numa pegada de drama.
Além da falta de coesão narrativa, o longa é repetitivo. Em uma sequência, por exemplo, ele mostra um personagem sendo pego e, em seguida, tentando pegar outro, para, mais tarde. os dois se unirem e tentar, por várias vezes, pegar Jerry Pierce (Jeremy Renner), o tal amigo que desiste da tradição. Isso se repete incontáveis vezes pelos 100 minutos de duração do longa, um eterno replay.
A filme também apresenta diversas subtramas, como um triângulo amoroso que não se resolve até o final, tornando-o obsoleto dentro da história. Por conta disso, as personagens das atrizes Annabelle Wallis, Leslie Bibb e Isla Fisher não acrescentam nada à trama.
ALGUNS ACERTOS
Mas nem tudo é um erro em “Te Peguei!”. O longa acerta com seus personagens principais e na forma como eles se apresentam para o público, com personalidades bem distintas.
Jake Johnson (Randy Cilliano), por exemplo, é um adulto desencontrado em seus objetivos na vida. Jon Hamm (Bob Callahan) é o amigo bem-sucedido do grupo, enquanto Hannibal Buress (Kevin Sable) é o mais cético. Ed Helms (Hogan Malloy), por sua vez, dá vida a ele mesmo (mais uma vez!) como o personagem mais icônico. Mesmo que as personalidades funcionem separadamente, é na interação entre eles que o filme rende seu melhor e destaca a grande mensagem do longa: a força da amizade.
Isso fica caracterizado pela frase do escritor Oliver Wendell Holmes que dá norte à trama: “Nós não paramos de brincar porque envelhecemos, mas envelhecemos porque paramos de brincar”. A mensagem imprime certa profundidade, deixando no ar a ideia de que trata-se apenas uma comédia descompromissada, não de um filme ruim.
“Te Peguei!” só não é uma atrocidade pela boa química do elenco. Ainda assim é repetitivo e desconexo, oscilando de comédia pastelão a drama sem nenhuma fluidez. Se o filme fosse ao menos engraçado, pelo menos compensaria parte de suas adversidades.

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