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"Stranger Things" volta com hormônios à flor da pele e ótima trama

Terceira temporada do sucesso da Netflix corrige os erros do ano anterior e entrega oito episódios que valem a pena ser maratonados

Publicado em 03/07/2019 às 19h01
Stranger Things terceira temporada. Crédito: Netflix/Divulgação
Stranger Things terceira temporada. Crédito: Netflix/Divulgação

O verão de 1985 em Hawkins, Indiana, promete. Após os acontecimentos das duas primeiras temporadas de “Stranger Things”, as coisas parecem ter se acalmado na pequena cidade. Férias escolares, um novo shopping, puberdade e hormônios à flor da pele para o grupo de protagonistas da série – mas é claro que uma nova ameaça está prestes a surgir, ou uma nova leva de episódios não ser faria necessária. Mas pode ficar tranquilo, este texto não contém nenhum spoiler.

O terceiro ano da série que ajudou a popularizar a Netflix chega hoje ao serviço de streaming com a missão de corrigir os muitos erros da arrastada e narrativamente problemática segunda temporada, que parece ter sido feita às pressas para tirar proveito da popularidade alcançada pela estreia. Por mais que a trama, em seu conflito principal, não traga grandes novidades, o texto acerta ao escolher desenvolver os personagens.

A chegada da adolescência para o núcleo principal representa também uma mudança de interesses. Enquanto Mike (Finn Wolfhard) e Lucas (Caleb McLaughlin) estão mais preocupados com suas respectivas namoradas, Onze (Millie Bobby Brown) e Max (Sadie Sink), Will (Noah Schnapp) só quer voltar à rotina de jogar RPG no porão. O carismático Dustin (Gaten Matarazzo), desta, vez, tem seu arco mais próximo ao de Steve (Joe Keery), repetindo a parceria que foi uma das melhores novidades da segunda temporada. Além deles, Joyce Byers (Winona Ryder) e Jim Hooper (David Harbour) também têm seus arcos próprios de desenvolvimento.

TRANSFORMAÇÕES

Tal qual os jovens da série, Hawkins também passa por mudanças. A chegada de um grande shopping alterou a dinâmica da cidade – levou os jovens à loucura, mas também resultou em lojas de rua falindo e muitos protestos. Neste cenário, o capitalismo e o materialismo talvez retratem a maior das novas mudanças (não à toa “Material Girl”, da Madonna, é tocada em uma das mais divertidas sequências da temporada).

Stranger Things terceira temporada. Crédito: Netflix/Divulgação
Stranger Things terceira temporada. Crédito: Netflix/Divulgação

Em sua essência, “Stranger Things” continua sendo uma grande homenagem aos anos 1980, com referências claras do terror de Stephen King e John Carpenter, e do encantamento de Steven Spielberg, mas agora a série também ganha uma pegada (não menos oitentista) dos filmes de John Hughes – a relação entre Steve e Robin (Maya Hawke, filha de Uma Thurman e Ethan Hawke), por exemplo, é puro “Clube dos Cinco”.

O grande mérito do roteiro dos novos episódios é não fazer questão de te lembrar, o tempo todo, do período temporal no qual a série se passa.

A nova temporada mostra também que os irmãos Duffer (criadores e produtores da série) ouviram o público – a famigerada viagem de Onze para Chicago jamais é mencionada e não ganha importância nenhuma na trama; da mesma forma, personagens antes apenas irritantes como Billy (Dacre Montgomery) ganham importância.

Em seus oito episódios, “Stranger Things 3” (como os produtores gostam de chamar) coloca a série de volta na prateleira principal, aquela em que ficam apenas as séries imperdíveis. Divertida, emocionante, misteriosa e cheia de personagens interessantes, a nova temporada não apenas corrige os erros das anteriores, como também entrega uma jornada tão satisfatória que faz com que o público ignore completamente algumas pequenas derrapadas.

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