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Érico Brás elogia diversidade do "Se Joga", novo programa da Globo

Além de um desafio, Brás considera esta oportunidade como uma coroação da sua carreira, que começou no teatro, aos sete anos

Publicado em 28/09/2019 às 12h26
Érico Brás, Fabiana Karla e Fernanda Gentil: apresentadores do novo programa "Se Joga" na Globo. Crédito: Globo/Victor Pollak
Érico Brás, Fabiana Karla e Fernanda Gentil: apresentadores do novo programa "Se Joga" na Globo. Crédito: Globo/Victor Pollak

Érico Brás, 40, estava de férias na Nigéria quando recebeu um telefonema com um convite: fazer um teste para ser um dos apresentadores do novo programa vespertino da Globo, o "Se Joga". Era uma sexta-feira, e ele deveria estar no Rio de Janeiro já na segunda. O ator e humorista baiano não teve dúvidas. Cancelou o passeio, adiantou a passagem de volta e decidiu arriscar.

Deu certo. Ao lado de Fernanda Gentil, 32, e Fabiana Karla, 43, ele será um dos apresentadores do Se Joga, que estreia nesta segunda-feira (30), nas tardes da Globo.

Para Brás, que já queria ser comunicador há muitos anos e cresceu tendo como referências Cid Moreira, Silvio Santos e Hebe (1929-2012), é importante que o negro esteja representado na televisão aberta brasileira.

"Quando eu cai na arte de verdade, que a arte começou a pagar as minhas contas, eu pensei: 'Eu sei fazer esse negócio [ser apresentador]. E eu sinto falta de alguém negro como eu nesse espaço, nesse lugar, apesar de ter a Gloria Maria, o Heraldo [Pereira] e outros nomes", afirmou ele, em conversa com jornalistas.

Com o "Se Joga", o ator e agora apresentador diz que a Globo dá um passo importante para contemplar a diversidade brasileira. "A gente tem nordestino no palco, a gente tem negro, a gente tem gordinha, a gente tem gay. É um combo de representatividade. Só resta agora o telespectador assistir para ver o que a gente tem a dizer", diz ele, que nasceu em Salvador. 

"É claro que a gente sabe que falta muita coisa, que a gente precisa renovar uma série de coisas, mas essa renovação agora é importante", complementa.

Além de um desafio, Brás considera esta oportunidade como uma coroação da sua carreira, que começou no teatro, aos sete anos. "Eu já passei por diversas coisas, trabalhei com outras coisas, mas escolhi fazer arte."

O ator fez parte do Bando de Teatro Olodum, e estreou na televisão como o taxista Reginaldo, da série "Ó Pai, Ó" (Globo, 2008-2009). Ele ganhou destaque ao fazer Jurandir, no seriado "Tapas e Beijos" (Globo), de 2011 a 2015. Brás também fez parte do elenco do humorístico "Zorra" e participou do "Dança dos Famosos" e do "PopStar". Atualmente, ele pode ser visto na "Escolinha do Professor Raimundo: Nova Geração" como o personagem Eustáquio. 

Mesmo estreando em uma nova área, a da apresentação, ele faz questão de dizer que não deixou de ser ator, embora no momento o seu foco seja o novo programa.  

Como o "Se Joga" será ancorado ao vivo e vai falar de assuntos quentes, que estão sendo comentados nas redes sociais e na internet, Brás contou que teve de adaptar a rotina para ter um olhar mais jornalístico e não perder nenhuma informação.

"Já vou dormir pensando na notícia. Comecei a sentir a diferença entre esse lugar jornalístico e do artista de palco", conclui.

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