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Publicado em 28 de junho de 2021 às 13:42
O cenário paradisíaco, tendo como inspiração cartões-postais de Vitória, como a visão da Catedral Metropolitana e da Praça Costa Pereira, embalou a live “Música que Toca”, gravada do último domingo (20), no terraço do Centro Cultural Sesc Glória, agora batizado de área de eventos aberta para apresentações musicais. >
O encontro - que será transmitido no dia 30 de junho, a partir das 20h, nas redes sociais (Instagram e Youtube) do Instituto Todos os Cantos (ITC) e da Unimed Vitória - foi comandado apenas por mulheres, tendo participação da Orquestra de Mulheres do Espírito Santo, que contou com regência da maestrina Alice Nascimento, das musicistas Adriana Vinand, Claudine Abreu e Flavia Bones, além da participação do Coral Unimed Vitória, este de composição mista e que fez sua primeira apresentação artística.>
"Foi um momento de muita emoção. Começamos os ensaios do coral em setembro, no meio da pandemia, em aulas pela plataforma Zoom. A primeira vez que nos encontramos pessoalmente foi na gravação do concerto", confessa Alice Nascimento, falando, também, no ineditismo de fazer uma apresentação musical no telhado de um centro cultural.>
"Inicialmente, gravaríamos no palco do teatro, respeitando todos os protocolos de segurança relacionados a Covid-19. Porém, me lembrei do show histórico do The Beatles, feito no telhado da Apple Records, em Londres, na década de 1960. Foi um momento emblemático da música mundial. Me perguntei: por que não fazer aqui em Vitória (risos)? Fiz a proposta e o pessoal do Sesc Glória topou", vibra a maestrina.>
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"Ficamos com receito da chuva que caiu em Vitória nos últimos dias, mas, durante as gravações, o tempo estava lindo. Optamos por começar às 17h, aproveitando os últimos raios de sol, para, em seguida, sentirmos a força da noite e da iluminação artificial", relembra, em tom poético.>
Criado em 2019, a Orquestra de Mulheres do Espírito Santo fez sua segunda apresentação. A primeira, aconteceu em março deste ano, numa live transmitida da Catedral Metropolitana homenageando Chiquinha Gonzaga.>
Com as restrições impostas pela crise sanitária, Alice Nascimento afirma que precisou se adaptar ao desafio de reger o grupo à distância. Ela conta que os ensaios passaram a ser feitos de forma remota, devido ao isolamento social. >
“Cada músico recebeu a sua partitura em casa para a gravação dos vídeos e, apesar de ser difícil de imaginar um ensaio com as instrumentistas distantes, deu supercerto”, ressalta.>
Composta por 30 mulheres, a orquestra, de acordo com Alice, possui um forte caráter de sororidade. "O projeto nasceu de uma vontade 'orgânica' das musicistas de fazer um trabalho em conjunto. Comandar uma orquestra é complexo, especialmente porque é preciso convencer músicos profissionais a serem regidos por você, mas somos um grupo diferente. Queremos estar juntas e, o que é melhor, nos propomos a fazer um som do nosso jeito", comenta, orgulhosa, dizendo que, no mundo, apenas 4% das orquestras são regidas por mulheres.>
Na apresentação do Centro Cultural Sesc Glória, o repertório foi marcado pelo ecletismo, mas sempre mantendo o caráter popular. Tchaikovsky, por exemplo, foi relembrado com "Quebra Nozes" e "Lago dos Cisnes". Ícone da música erudita nacional, Heitor Villa-Lobos foi representado por "Bachiana 4 - Preludio". Chiquinha Gonzaga, por sua vez, esteve presente com "Abertura da Opereta Pastoral Estrela D'Alva", "Dança Número 2" e "Os Oito Batutas".>
"Um dos pontos altos foi um duo de fagote e libras, com Ariana Mendonça e Kamila Romão. Elas apresentaram 'Eu Sei que Vou te Amar', de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Foi um momento de muita emoção", complementa.>
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