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Museu Mello Leitão comemora 70 anos com exposições

Abertas a partir desta quarta em Santa Teresa, mostras reúnem obras de arte naif e outras pinturas

Publicado em 25/06/2019 às 19h39

Nesta mesma data, há sete décadas, era inaugurado em Santa Teresa, na região Serrana do Estado, uma das mais importantes unidades de pesquisa no campo da biologia. O Museu Mello Leitão completa nesta quarta-feira (26) 70 anos em atividade com uma programação que vai da cultura à ciência.

Idealizado pelo patrono da ecologia do Brasil, o renomado biólogo capixaba Augusto Ruschi, o museu recebe a partir desta quarta-feira (26), às 17h, a “4ª Mostra Internacional de Arte Naif”, além da exposição “A Pintura Primitiva de Virgínia Tamanini”.

A exposição de arte naif reúne 78 obras de diferentes formatos e tamanhos, produzidas por 43 expoentes da arte naif mundo afora. Nos quadros – alguns tridimensionais – é possível notar cenas do cotidiano, além de paisagens naturais e urbanas.

“Nosso auditório sempre abrigou eventos da comunidade científica, mas também atende uma demanda da comunidade teresense. O museu tem esse histórico de fazer essa interface entre a sociedade capixaba”, frisa a coordenadora de eventos do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), Alyne dos Santos Gonçalves.

PESQUISA

Além das mostras, haverá homenagens à mata atlântica e à cidade que acolheu prontamente o projeto de Augusto Ruschi décadas e décadas atrás. Serão apresentados ainda resultados de pesquisas realizadas no Instituto Nacional da Mata Atlântica (que gere o museu) sobre as espécies ameaçadas de extinção no Espírito Santo – tanto na flora, quanto na fauna.

“É uma possibilidade de cruzar os públicos também. Da Vinci já nos mostrou isso desde o século 16, dizendo que ciência e arte são linguagens que podem muito bem se unir, conversar entre si. Então vimos nesta oportunidade a chance de integrar propostas”, ressalta a coordenadora.

Alyne ainda lembra que o resultado da pesquisa apresentado ao público hoje durante o evento mostra que a lista de espécies de animais e plantas em extinção no Espírito Santo quase dobrou nos últimos 15 anos. O número atual é de 1875 espécies ameaçadas, bem diferente das 950 da lista divulgada em 2005.

“Entregar esse produto científico é nossa missão também. Precisamos comunicar esses conhecimentos e integrar essa lista com a cultura, com a formação do cidadão”, conclui.

4ª Mostra Internacional de Arte Naif – 70 Anos do Museu Mello Leitão

Visitação: Até o dia 8 de setembro, de terça a domingo, das 8h às 17h.

Onde: Museu de Biologia Professor Mello Leitão. Av. José Ruschi, 4, Centro, Santa Teresa.

Entrada gratuita.

Informações: (27) 3259-1182.

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