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Museu Capixaba do Negro retoma atividades presenciais nesta semana

Aulas de capoeira, cavaquinho e violão já foram retomadas e parceiros do Mucane, no Centro de Vitória, também já podem voltar a usar o espaço do museu para atividades culturais

Publicado em 15/06/2021 às 14h26
Oficina de Capoeira do Museu Capixaba do Negro (Mucane). Turmas presenciais poderão ter, no máximo, cinco alunos por aula
Oficina de Capoeira do Museu Capixaba do Negro (Mucane). Turmas presenciais poderão ter, no máximo, cinco alunos por aula. Crédito: Divulgação/SemC

Desde a última segunda-feira (14), o Museu Capixaba do Negro “Verônica da Pas” (Mucane), em Vitória, retomou suas atividades presenciais.  A decisão foi tomada após a Capital ser classificada em risco moderado no 59º Mapa de Risco para transmissão do coronavírus.

Atualmente são oferecidas três oficinas aos alunos já matriculados na instituição: capoeira e violão (que acontecia em formato remoto); além de cavaquinho (com atividades iniciadas na segunda-feira). De acordo com a coordenadora do Mucane, Thaís Souto Amorim, assim como nos demais espaços culturais de Vitória, o retorno das atividades presenciais será com todos os cuidados e respeitando os protocolos contra a Covid-19.

Todos os alunos passam por aferição da temperatura, realizada logo na entrada, e devem permanecer de máscara durante toda a aula. Um totem de álcool em gel também foi instalado e os instrutores certificarão que haverá distanciamento, segundo a própria Prefeitura de Vitória (PMV). No caso da capoeira, por exemplo, a atividade é realizada na parte aberta do museu.

"Estamos seguindo rigorosamente todos os protocolos de segurança. Todas as nossas turmas estão limitadas a cinco alunos por atividade, e a utilização de máscaras e álcool em gel é obrigatória", disse Thaís.

Fachada do Museu Capixaba do Negro (Mucane), no Centro de Vitória
Fachada do Museu Capixaba do Negro (Mucane), no Centro de Vitória. Crédito: Elizabeth Nader/PMV

Além das aulas tradicionais, o Mucane também retoma outras parcerias, como os ensaios do Coletivo Performances Itinerante, grupo formado por jovens negros de comunidades da capital, e a oficina de tamborim. Juliana Barcellos, instrutora da oficina de tamborim, explica que o intuito das aulas é a formação de ritmistas para o Carnaval de Vitória.

"Coloco à disposição da oficina toda a minha experiência de mais de 20 anos em percussão de escola de samba, todos eles dedicados à agremiação Unidos da Piedade. Além dessa bagagem, integro o Grupo Raízes da Piedade, que desenvolve atividades socioculturais nas comunidades do Centro de Vitória. A oficina abordará estudo de técnica, notação e percepção rítmica aplicada ao tamborim, exercícios de interdependência das mãos, frases, desenhos rítmicos, subidas e bossas e prática de arranjos para tamborim de grandes sambas dos carnavais de todos os tempos", detalhou a instrutora.

"O Museu Capixaba do Negro é um espaço de extrema importância para a história da cultura afro-brasileira dentro do território capixaba e, nos últimos quatro anos, é a residência do Coletivo de Performances Itinerante. Nesse lugar, desenvolvemos estudos, pesquisas, oficinas, montagem de espetáculos e rodas de debate cultural, onde buscamos enriquecimento, inovação, aprimoramento e a manutenção da nossa herança ancestral. O Mucane é a casa da história de um povo guerreiro, destemido e lutador", afirma o diretor artístico e bailarino do Coletivo, Jadson Titânio.

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