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Séries

Já vimos: "Dark" volta com mais mistérios e viagens no tempo

Segunda temporada de "Dark" chega sexta-feira (21) à Netflix. Confira o que achamos dos primeiros quatro episódios

Publicado em 18 de Junho de 2019 às 23:21

Rafael Braz

Publicado em 

18 jun 2019 às 23:21
Série mostra mistérios e viagem no tempo Crédito: Netflix/divulgação

Quando estreou na Netflix em dezembro de 2017, a série alemã “Dark” era vendida como um thriller, algo que lembrava uma versão mais adulta e sombria de “Stranger Things”, com as referências pop oitentistas sendo trocadas por uma opressora cidadezinha do interior da Alemanha. A premissa, no entanto, era parecida: o desaparecimento de um jovem mobiliza há cidade e lembra a todos os habitantes de um caso similar ocorrido há 33 anos.

Entre um tropeço e outro, mesmo com algumas confusões narrativas, “Dark” caminha bem em seus primeiros 10 episódios. O roteiro faz o mistério crescer e ganhar novas camadas, mas tem seu mérito em dar ares intelectualizados a uma trama que não é complicada. Ao final da primeira temporada, um cliffhanger (gancho) que mostra que tudo pode mudar no que vier a seguir, ou seja, na segunda temporada, que chega sexta-feira (21) ao serviço de streaming.

MUDANÇAS?

 

O gancho deixado na primeira temporada, claro, é seguido nos primeiros episódio do segundo ano (quatro foram disponibilizados à imprensa). A narrativa e o formato, porém, não mudam tanto assim. Continuamos assistindo à história sobre o destino de Jonas Kahnwald e mergulhamos nas possibilidades levantadas pela série – todas sempre parecem muito urgentes e essenciais para o roteiro.

Entrando aqui levemente no campo dos spoilers para quem ainda não assistiu à primeira temporada, “Dark” assume de vez sua faceta ficção científica nos novos episódios. Um suposto whodunnit (o famoso “descubra o culpado”) se transforma em uma trama com linhas temporais paralelas e distintas e que podem ser cruzadas agora com certa facilidade.

A segunda temporada de “Dark” mantém as qualidades da primeira, ou seja muito mistério, ótima trilha sonora e boa fotografia. As viagens no tempo e suas consequências, no entanto, têm que ser administradas com cuidado – é fácil perder o espectador ou, pior, se perder em uma trama que começa a tornar tudo possível.

Após os episódios disponibilizados, fica a vontade de assistir aos outros seis e acompanhar o desenrolar da história, mas sempre temendo pelas escolhas a serem feitas. Se ficar presa ao mistério pelo mistério e não desenvolver a trama principal, “Dark” pode deixar de ser interessante apenas para ganhar o rótulo de “confusa”.

 

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