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Em Cartaz

Crítica: "Vidro" encerra inusitada trilogia criada por Shyamalan

Série de filmes foi iniciada com "Corpo Fechado" há quase duas décadas, passando por "Fragmentado" (2016)
Rafael Braz

Publicado em 

19 jan 2019 às 22:21

Publicado em 19 de Janeiro de 2019 às 22:21

James McAvoy no filme "Vidro" Crédito: Disney/Divulgação
Quando M. Night Shyamalan lançou “Corpo Fechado” (2000) tudo era mato no mundo dos super-heróis na telona. Credenciado pelo sucesso do “Sexto Sentido”, o diretor americano de ascendência indiana disfarçou seu filme de herói como o suspense que o público esperava após seu hit de estreia.
Sua carreira seguiu entre muitos tropeços (“O Fim dos Tempos”, “O Último Mestre do Ar”, “A Dama da Água”...) e alguns acertos (“Sinais”, “A Visita”) até “Fragmentado” (2015), um filme de terror psicológico com uma grande virada no final: a trama, na verdade, era a origem de um vilão e se passava no mesmo universo de “Corpo Fechado” – um confronto entre protagonistas David Dunn (Bruce Willis) e a Horda (James McAvoy) era iminente... e não demorou.
“Vidro”, em cartaz desde quinta-feira, logo de cara entrega o que promete. O filme tem início com uma reapresentação do personagem de Bruce Willis, que se tornou uma espécie de lenda urbana longe do glamour dos heróis. O caminho dele se cruza com o da Horda quando quatro líderes de torcida desaparecem misteriosamente. Em uma das buscas de Dunn, ele esbarra com uma das personalidades do vilão e tem início o confronto.
O filme começa agitado, mas tem seus momentos de calmaria quando Dunn e a Horda são internados em uma clínica psiquiátrica e acabam alinhados ao Senhor Vidro (Samuel L. Jackson), um verdadeiro gênio do mal. A ideia da Dra. Ellie (Sarah Paulson) é provar que eles não têm super poderes, apenas foram levados a acreditar nisso por um ou outro motivo – um delírio de grandeza de pessoas influenciadas por histórias em quadrinho. Mas, como todo gênio do mal que se preze, o Senhor Vidro tem um plano maligno para mudar toda a situação.
REVIRAVOLTAS
Shyamalan, ao longo da carreira, se tornou um refém dos plot twists. Em “Vidro” o diretor mantém a dinâmica com algumas viradas no roteiro. Algumas das escolhas do cineasta, porém, podem não agradar o público. Algumas reviravoltas são indicadas ao longo do filme, mas outras parecem não fazer sentido algum.
Outro problema reside em algumas escolhas feitas pelo diretor nas sequências de ação. Shyamalan tem o mérito de filmar as brigas o mais próximo possível da realidade, fazendo com que o espectador realmente se questione sobre os poderes dos personagens. Em outros momentos, porém, o diretor filma as cenas com closes que dificultam a compreensão do que acontece e não surtem o efeito dramático desejado.
“Vidro” tem qualidades: as atuações são excelentes (James McAvoy brilha novamente), o jogo de cores é interessante e algumas escolhas do roteiro funcionam e surpreendem. Apesar disso, o filme peca pelo excesso de didatismo em alguns momentos e por insistir em algumas contextualizações forçadas.
O filme encerra bem a trilogia de heróis do diretor, mas talvez funcionasse melhor em um cenário com baixas expectativas, como aconteceu com “Fragmentado”. Não é o desastre que alguns críticos pintaram, mas tampouco recoloca Shyamalan na primeira linha de cineastas.

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