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Crítica: "Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw" homenageia o absurdo

"Hobbs & Shaw", primeiro derivado da franquia "Velozes e Furiosos" leva ação e diversão ao extremo para criar um dos filmes mais explosivos do ano

Publicado em 02/08/2019 às 19h32

Falar novamente sobre toda a transformação pela qual passou a franquia “Velozes & Furiosos” seria repetitivo – críticos como este que vos escreve têm feito isso pelo menos desde “Velozes e Furiosos 5: Operação Rio” (2011). Uma das novidades do filme que se passa no Brasil é a presença de Dwayne “The Rock” Johnson, talvez o maior astro de ação dos últimos anos, como Luke Hobbs, o superpolicial que perseguia Dominic Toretto e cia.

No sétimo filme da franquia, devidamente intitulado “Velozes e Furiosos 7” (2015), surgiu um novo personagem interessante, o vilão Deckard Shaw (Jason Statham), um cara tão habilidoso com carros, brigas e armas quanto os protagonistas da franquia. Deckard faz um estrago nos protagonistas apenas para, no filme seguinte, de 2017, irar aliado de toda a rapaziada.

Velozes e Furiosos: Hobbs ENTITY_amp_ENTITYShaw. Crédito: Universal/Divulgação
Velozes e Furiosos: Hobbs ENTITY_amp_ENTITYShaw. Crédito: Universal/Divulgação

A novidade trazida por “Velozes e Furiosos 8” (não perca a conta) era justamente a química entre The Rock e Statham, entre Hobbs e Shaw, o choque entre EUA e Inglaterra. Acontece que Vin Diesel e outros atores não estavam satisfeitos com The Rock roubando a cena e, consequentemente, a grana, visto que logo foi anunciada a produção de “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”, em cartaz desde quinta no Estado.

O nono filme da franquia é dirigido por David Leitch (“John Wick” e “Deadpool 2”), um ex-dublê que tem conquistado a indústria de ação ao lado do colega Chad Stahelski, que seguiu dirigindo os filmes da franquia John Wick enquanto Leitch optou por novas empreitadas.

De “Velozes e Furiosos” “Hobbs & Shaw” pega emprestado os personagens e o cartunesco universo que ignora qualquer lei de física. Apesar de carregar a franquia no nome, o novo filme deixa ainda mais de lado os veículos (e as regras morais das pistas) que, no fim das contas, continuam tendo papel relevante na saga.

A TRAMA

O roteiro, se é que ele importa, logo introduz os novos personagens, Brixton Lore (Idris Elba), um vilanesco ciborgue, e Hattie (Vanessa Kirby), agente do MI6 (serviço secreto britânico) e irmã de Shaw. Em seguida vemos os dois “heróis” levando uma vida normal até que acabam convocados para voltar à ação: um vírus pode dizimar a humanidade. Contra a vontade, então, eles se reúnem com Hattie para enfrentar Lore. Fórmula batida, roteiro idem, mas quem se importa?

Velozes e Furiosos: Hobbs ENTITY_amp_ENTITYShaw. Crédito: Universal/Divulgação
Velozes e Furiosos: Hobbs ENTITY_amp_ENTITYShaw. Crédito: Universal/Divulgação

“Hobbs & Shaw” é excelente no que se propõe a ser, uma diversão barata e descartável, para ser consumida e esquecida, e isso não é demérito. Seguindo os moldes de “Velozes e Furiosos 8”, o filme abusa da grandiosidade, locações impressionante e grandes sequências de ação – a mais simples dela serviria perfeitamente como o clímax para outros blockbusters; só não espere seriedade e algum tipo de lógica.

NOTA: 7,5

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