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Casa da Memória deve ser reaberta em maio após um ano de reforma

Obras no local histórico da Prainha, em Vila Velha, custaram pouco mais de R$ 400 mil e englobaram desde revitalização geral até reconstrução total do telhado para sanar problemas de infiltrações

Publicado em 26/03/2021 às 10h28
Casa da Memória, na Prainha em Vila Velha, nos últimos dias de reforma
Casa da Memória, na Prainha, em Vila Velha, após a retirada dos tapumes da reforma. Crédito: Manoel Goes

A Casa da Memória, na Prainha, em Vila Velha, deve ser reaberta na semana do dia 23 de maio deste ano, segundo a Prefeitura de Vila Velha. Fechada desde o início da pandemia da Covid-19, em março do ano passado, o local começou a passar por reformas no dia 19 de maio. O museu sofria com infiltrações que vinham provenientes de um telhado mal-feito, além de necessitar de pintura e reparos pontuais em quase todos os seus ambientes, serviços que foram feitos por pouco mais de R$ 400 mil.

Segundo o subsecretário de Cultura de Vila Velha, Manoel Goes, o local já irá reabrir com uma exposição que vai reforçar a proposta do acervo do espaço, que é o de contar a história da colonização do Espírito Santo.

“Teremos tanto a exposição permanente, com esses itens que remontam à colonização, quanto uma temática sobre a colonização também. Com pinturas de artistas de Vila Velha, a curadoria já está preparando tudo. Pretendemos deixar a exposição em cartaz no mês de maio todo e um pouco mais”, adianta.

Manoel também esclarece que um dos ambientes da Casa da Memória precisou ter um telhado feito, porque estava totalmente sem cobertura. “É o espaço onde está o bonde, que é aberto para exposição e visitação no interior do museu. A Casa da Memória são duas casas geminadas. O telhado estava há anos com esse problema - e esse local nem sequer tinha telhado. Então, tudo isso já foi feito e o telhado até já passou pelo 'test drive', já que tivemos essas tempestades nas últimas semanas. Mesmo com o volume atípico de chuva, nada de infiltração aconteceu”, conclui.

Casa da Memória, na Prainha, em Vila Velha, abriga bonde que até então ficava em área descoberta, mas agora um telhado foi construído durante a reforma do local histórico capixaba
Casa da Memória, na Prainha, em Vila Velha, abriga bonde que até então ficava em área descoberta, mas agora um telhado foi construído durante a reforma do local histórico capixaba. Crédito: Manoel Goes

TELHADO, PINTURA E RESTAURO

A Casa da Memória é uma construção de 1893. Ela abriga o acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV) e sua exposição permanente com estátuas de personagens históricos, jornais e documentos sobre o sítio histórico da Prainha, bairro em que está localizada.

Além disso, o museu sempre foi um dos pontos turísticos mais visitados do município canela-verde por ser o único que honra a memória da colonização no Estado. Para isso é que Manoel destaca que as obras correram de forma tão rápida. “Nós tínhamos que conservar esses acervos que ficam lá guardados e também colocar a Casa à disposição dos alunos, sobretudo, que são os que mais visitam o local”, reitera.

O subsecretário confidencia que, além dos reparos no telhado, adequação da estrutura do telhado e construção da cobertura em parte da Casa, pinturas foram realizadas em todas as partes internas e externas da construção histórica.

“Tinha esse problema crônico do telhado, que foi resolvido. E o telhado teve que ser remodelado, porque do jeito que era não ia nunca dar jeito. Fizemos um pequeno aditivo no valor original, mas não passamos muito de R$ 400 mil”, começa, lembrando que na última reportagem de A Gazeta, o valor da obra havia sido estabelecido em exatos R$ 407 mil.

E continua: “E aí foram feitos reparos em paredes, em portas, janelas... Mantendo, é claro, toda a arquitetura original. E o imóvel está em fase de tombamento, que eu pretendo tombar pelo município e pelo Estado na minha gestão. E o mais importante da obra é que foi feita toda a adaptação para acessibilidade no imóvel, desde a calçada até os banheiros no interior. Agora tem rampa, as portas estão confortáveis para cadeirantes e toda a pintura de todos os lugares já foi refeita”.

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