O Espírito Santo segue a ver navios: desde 2024, quando estudos técnicos confirmaram a viabilidade para a volta dos cruzeiros, prazos foram dados para o início dos testes, mas desde então não houve nenhum sinal dos primeiros desembarques. O útilmo prazo apontava o início das operações na temporada 2025/2026.
A ansiedade tem justificativa, porque o turismo em terras capixabas é uma aposta certeira para a diversificação econômica que será necessária com o fim dos incentivos fiscais. E o quanto antes houver preparação para esses receptivos, mais perto o setor local estará da profissionalização. Quem escolhe um cruzeiro nas férias não aceita amadorismo, o sucesso depende dessa percepção.
O colunista Abdo Filho mostrou que há um nó a ser desatado no que diz respeito ao local do desembarque. A área do píer da Ilha do Boi, em Vitória, que teve cessão oficializada ao Senac pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) em fevereiro passado, seguia como principal atracadouro das embarcações que vão fazer o traslado entre os navios, que ficarão parados na entrada da Baía de Vitória, e a terra firme.
Mas o local não tem capacidade de receber sozinho o fluxo de pessoas que chegam dos transatlânticos de grande porte que fazem esses pacotes no Brasil atualmente. É justamente por isso que a entrada no Porto de Vitória ficou inviabilizada. A questão agora é encontrar outras opções para o desembarque dos passageiros. O final da Praia de Camburi, segundo os estudos, seria uma possibilidade.
Essa nova etapa de recepção de cruzeiros no Estado — vale lembrar que o Porto de Vitória já chegou a ter mais de 31 paradas em uma única temporada de cruzeiros, em 2011, mas podemos ir muito além disso com profissionalização — precisa começar a ganhar tração, os testes precisam começar a acontecer, ou há o risco de virar mais uma daquelas novelas sem fim.
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